Os Shichibukai – ou Warlords of the Sea – já foram o braço armado mais controverso do Governo Mundial. Criados como piratas licenciados, esses sete capitães serviam de contrapeso aos Yonkou e à Marinha, até que seus excessos tornaram o modelo insustentável.
Nesta lista, revisitamos cada integrante que ostentou o título, organizando-os do desempenho mais modesto ao mais impressionante. A ordem leva em conta feitos mostrados no mangá e no anime, a forma como os roteiros destacam suas habilidades e a direção dos principais arcos em que aparecem.
Da comédia ao terror, quem realmente impõe respeito entre os antigos Warlords
Cada personagem ganhou um momento de brilho sob a batuta de Eiichiro Oda e da equipe da Toei Animation, seja por atuações vocais marcantes, seja por lutas conduzidas com direção dinâmica. A seguir, veja como esses fatores pesam no poderio de cada ex-Shichibukai.
Buggy, o Palhaço
Introduzido ainda no arco de Orange Town, Buggy serve de alívio cômico e, no anime, o dublador Shigeru Chiba reforça a veia caricata do personagem. A direção opta por enquadramentos exagerados que sublinham seu azar crônico, algo que o roteiro reutiliza em aparições posteriores.
Mesmo após virar Shichibukai – e, por acidente, Yonkou – Buggy nunca exibiu haki avançado ou estratégia de combate digna dos pares. Sua Akuma no Mi de separação corporal tem potencial, mas a falta de treino o mantém no fundo da lista.
O contraste entre a grandiloquência dos anúncios do Governo Mundial e a performance efetiva de Buggy cria um humor que a série explora à exaustão, mas também evidencia sua fragilidade.
Gecko Moria
No arco Thriller Bark, a fotografia sombria e o design gótico enfatizam o declínio de Moria. O dublador Katsuhisa Hōki confere um tom arrastado, refletindo o desânimo de quem já sonhou em rivalizar com Kaido.
A Shadow-Shadow Fruit brilha em ambientes noturnos, mas o roteiro deixa claro que, em campo aberto e com sol a pino, o ex-Warlord perde quase todo o repertório ofensivo. A derrota relâmpago para Doflamingo reforça essa limitação.
Direção e atuação conseguem transmitir o peso do passado glorioso, embora, em tela, Moria já não apresente velocidade ou resistência que o coloquem acima dos demais.
Edward Weevil
Anunciado no pós-timeskip, Weevil ainda carece de grande tempo de tela. A voz infantil de Kenshō Ono contrasta com a direção de arte que destaca sua musculatura, gerando uma figura ao mesmo tempo ingênua e ameaçadora.
O roteiro informa que ele aniquilou 16 tripulações aliadas a Barba Branca, mas sem mostrar o nível desses oponentes. A única batalha em quadro – contra o almirante Ryokugyu – termina com sua captura, evidenciando poder considerável, porém inferior ao top do ranking.
Essa incerteza faz de Weevil um ponto de interrogação que, no momento, fica atrás dos Warlords mais bem explorados.
Crocodile
No arco Alabasta, a direção cria tensão política enquanto a voz grave de Ryūzaburō Ōtomo imprime arrogância ao vilão. Sua Sand-Sand Fruit oferece controle de ambiente, mas a dependência de clima seco foi explorada pelo roteiro como fraqueza capital.
A luta contra Luffy revelou defesas sólidas, embora insuficientes contra haki, algo aprofundado após Marineford. Ainda assim, sobreviver ao confronto com Barba Branca em sua juventude sugere um pico de força não mais alcançado.
Atualmente, a parceria com Buggy e Mihawk na Cross Guild pode recolocá-lo em destaque, mas, por ora, Crocodile permanece na metade inferior da lista.
Boa Hancock
Hancock domina a tela desde a primeira cena, com enquadramentos que ressaltam a confiança da personagem e a dublagem carismática de Kotono Mitsuishi. A Love-Love Fruit, usada com coreografias elegantes pela direção, petrifica alvos sem distinguir gênero.
Embora a Akuma no Mi exija desejo da vítima, o roteiro mostra a força bruta de Hancock – capaz de despedaçar Pacifistas – sustentando-a mesmo quando a sedução falha. Isso a eleva acima de antagonistas anteriores.
O roteiro também a coloca como aliada ocasional de Luffy, aprofundando camadas dramáticas sem diminuir seu impacto em combate.
Imagem: Internet
Hanafuda, Rei dos Lagartos
Quase inédito no anime atual, Hanafuda é citado em materiais suplementares como antigo gladiador que ousou desafiar Kaido. A falta de cenas completas obriga a produção a recorrer a flashbacks estáticos, mas o conceito de ter sobrevivido ao Yonkou cria mística instantânea.
Os roteiristas descrevem sua queda pelas mãos de piratas sem nome, reforçando a ideia de contexto mais do que força absoluta. Mesmo assim, apenas encarar Kaido coloca Hanafuda acima dos anteriores na escala.
O legado se estende a Ulti e Page One, oferecendo à narrativa um elo emocional que compensa a escassez de aparições.
Bartholomew Kuma
A direção dos episódios de Sabaody aposta em ângulos baixos e trilha soturna para amplificar a aura de indestrutibilidade de Kuma. A atuação de Hideyuki Hori adiciona sobriedade, essencial para vender um poder quase divino.
A Paw-Paw Fruit permite teletransporte e disparos de ar comprimido em velocidade luminosa, feitos que o roteiro usa para obliterar os Chapéus de Palha pré-timeskip. Mesmo com alterações cibernéticas, a centelha de vontade humana encanta o público.
O flashback recente em Egghead, dirigido com ênfase dramática, faz de Kuma uma figura trágica e um dos ex-Shichibukai mais completos.
Jinbe
Atual timoneiro dos Chapéus de Palha, Jinbe ganhou coreografias de luta fluidas sob a direção de Tatsuya Nagamine no arco Wano. O dublador Katsuhisa Namase imprime honorabilidade, reforçando a imagem de veterano confiável.
Fish-Man Karate, capaz de manipular água à distância, foi fundamental na evacuação de Onigashima. O roteiro equilibra essa força ao colocá-lo frente a frente com Big Mom, demonstrando resiliência quase à altura de um Yonkou.
Sua versatilidade tática e haki de armamento sólido justificam a posição alta no ranking e a confiança que Luffy deposita nele.
Donquixote Doflamingo
No arco Dressrosa, o diretor Toshinori Fukuzawa aproveita cores vibrantes para contrastar com a voz sádica de Hideyuki Tanaka. A String-String Fruit oferece arsenal multifuncional: cortes, manipulação de massas e até voo.
O despertar da fruta transforma o ambiente em fios, artifício que sustentou um duelo prolongado contra Luffy no Gear Fourth. Mesmo derrotado, Doflamingo saiu menos ferido que a ilha inteira, prova de durabilidade extrema.
A construção de personagem – ex-Tenryuubito, rei tirano e manipulador – faz dele antagonista carismático e um dos Shichibukai mais temidos.
Trafalgar D. Water Law
Law brilha graças à voz calma de Hiroshi Kamiya e à direção que ressalta o ar cirúrgico de suas batalhas. A Op-Op Fruit cria uma “sala de operações” onde espaço e gravidade obedecem ao capitão dos Heart Pirates.
O despertar recente, mostrado com cortes rápidos e efeitos de luz azul, amplia o leque: agora ele aplica a habilidade em objetos externos, golpe que, aliado a Eustass Kid, derrubou Big Mom. O roteiro coloca Law no limiar do nível Yonkou.
Entre técnica, inteligência tática e resistência demonstrada em Punk Hazard, Dressrosa e Wano, Law consolida a posição de Shichibukai mais poderoso já apresentado, coroando esta lista.











