Final de X-Men ’97: 13 referências que apontam o futuro da série

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O último capítulo da segunda temporada de X-Men ’97 encerrou o conflito contra Apocalypse com uma batalha que reuniu X-Men, X-Factor e X-Force. Em meio ao choque de poderes, o roteiro incluiu uma série de pistas sobre o caminho que a animação pretende seguir nos próximos episódios.

Abaixo, reunimos os 13 momentos-chave que construíram essa despedida. Cada item destaca como o episódio utilizou elementos clássicos dos quadrinhos, relembrou participações anteriores ou introduziu novidades no universo animado dos mutantes.

Mutantes em rota de colisão: detalhes do capítulo final

Exibido como “Survival of the Fittest”, o nono episódio manteve o ritmo acelerado que marcou toda a temporada. Enquanto Gambit lutava contra a influência de Apocalypse, equipes rivais surgiam com objetivos opostos, ampliando o escopo da narrativa e multiplicando as referências.

Confira, a seguir, o que cada aparição representa para a trama e para a mitologia mutante.

1. Um título que define a filosofia de Apocalypse

“Survival of the Fittest” é a máxima que guia Apocalypse desde seus primórdios nos quadrinhos. O episódio reforça essa ideia ao colocar Em Sabah Nur no centro do conflito, lembrando que, para ele, somente os mais aptos têm direito à sobrevivência.

A escolha do nome também ecoa a história recente da série. Magneto e Xavier, em flashbacks, já haviam tentado demover Apocalypse desse princípio, sem sucesso, o que culminou no sacrifício de Magnus.

Dessa forma, o episódio usa o próprio título como comentário sobre o confronto final, em que cada personagem precisa provar sua força — física ou moral — para não sucumbir ao plano do vilão.

2. Aliança inesperada entre X-Factor e X-Force

Valerie Cooper surge reunindo X-Factor a Cable e seus agentes de X-Force. A união das duas formações já ocorreu nos quadrinhos, mas aqui ganha contornos estratégicos: ambos os grupos acreditam que derrotar Gambit — agora Cavaleiro da Morte — é a única forma de frustrar Apocalypse.

Cable insiste em cumprir seu “destino” de eliminar o vilão a qualquer custo, algo coerente com arcos impressos em que ele sacrifica alianças para salvar bilhões de vidas.

A convergência das equipes cria um cenário de múltiplos interesses, obrigando os X-Men a enfrentar adversários que, em outra situação, poderiam ser aliados.

3. Estreia da Sentinel Squad O*N*E

A animação introduz, rapidamente, a Sentinel Squad O*N*E, iniciativa do governo dos EUA para pilotar Sentinelas em missões de contenção mutante. Nos quadrinhos, a doutora Valerie Cooper é quem propõe o projeto, contando com Tony Stark no design das máquinas.

O episódio exibe as armaduras em ação por poucos segundos, mas a simples presença do grupo sugere novas tensões — principalmente por lembrarem a perseguição que já levou a mutantes caçarem humanos no passado.

Como a primeira temporada trouxe um cameo do Homem de Ferro, não seria surpreendente se a estreia oficial de Stark surgisse futuramente para comentar o uso desses mechas.

4. Professor Xavier recorre à Cerebra

Depois de Cerebro ter se voltado contra a equipe no sexto episódio, Xavier passa a utilizar a Cerebra, versão aprimorada criada por Hank McCoy. A mudança mantém a segurança da Mansão e amplia o alcance do rastreamento de mutantes.

A substituição do aparelho, fiel ao que se vê nas HQs, reforça a preocupação do professor em não repetir falhas que quase custaram a vida de seus estudantes.

O roteiro, assim, estabelece um novo patamar tecnológico para o grupo, ponto que deve influenciar missões futuras.

5. Rogue e o pacto com o Celestial Eson

Para libertar Gambit, Rogue aceita compartilhar o poder de Eson, invertendo a história dos quadrinhos em que a heroína absorve habilidades de vários mutantes para combater um Celestial.

A cena ressalta a capacidade da série de reinterpretar arcos clássicos sem perder a essência dos personagens, já que o sacrifício faz parte da jornada de Rogue desde sua primeira aparição.

A nova habilidade, porém, não permanece com a personagem, fato que evita desequilíbrio na equipe, mas mantém a porta aberta para futuras intervenções cósmicas.

6. Morph assume a forma do Doutor Octopus

Nenhum episódio de X-Men ’97 estaria completo sem as metamorfoses de Morph. Na batalha contra X-Factor, ele se transforma no Doutor Octopus, replicando fielmente o design do vilão na animação do Homem-Aranha dos anos 90.

A breve aparição serve como fan service e consolida o costume de Morph homenagear adversários célebres do Universo Marvel, criando conexões sutis entre séries.

Esse tipo de referência revitaliza a memória afetiva de quem acompanhou as produções originais, estratégia que também impulsionou o sucesso de outras animações da década.

7. Afinidade de Morph com o Homem-Aranha

Morph já havia se transformado no Homem-Aranha em episódios anteriores, e o roteiro reforça essa afinidade ao mostrar o metamorfose como Doutor Octopus. A implicação é clara: o personagem admira o humor e a leveza de Peter Parker.

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Imagem: Internet

Embora a participação do Aracnídeo não aconteça no final da temporada, a menção indireta alimenta especulações sobre um eventual crossover mais extenso.

Para o público, a referência estabelece um ponto de contato entre as duas animações, lembrando que ambas compartilham o mesmo universo desde os anos 90.

8. Wolverine exibe domínio de espada contra Psylocke

No duelo contra Psylocke, Logan toma uma das katanas da oponente e demonstra técnica impecável, reflexo de seu aprendizado no Japão e do treinamento com o Samurai de Prata.

O momento alinha a animação ao histórico do personagem nos quadrinhos, onde o domínio de armas brancas faz parte de sua identidade tanto quanto as garras de adamantium.

Além de reforçar o passado de Wolverine, a sequência cria tensão adicional, já que ambos os combatentes pertencem à mesma espécie, mas defendem agendas divergentes.

9. Flatman, dos Great Lake Avengers, aparece por um segundo

Em meio ao caos, Morph vira Flatman, herói praticamente desconhecido para quem não lê as revistas da Costa Oeste dos Vingadores. A elasticidade bidimensional do personagem rende um rápido golpe surpresa contra as tropas inimigas.

O uso de um nome tão obscuro mostra que o time criativo pesquisa camadas profundas do catálogo Marvel, prática que já havia acontecido quando Morph imitou o Senhor Fantástico.

Mesmo fugaz, a aparição reforça a ideia de que qualquer figura da editora pode ser adaptada, o que mantém altas as expectativas dos fãs mais atentos.

10. Apocalypse corrompe os X-Men

Ao possuir totalmente Gambit, Apocalypse utiliza o poder do cajun para transformar os demais mutantes em marionetes e ordenar: “Meus X-Men…”. A fala inverte o tradicional chamado de Xavier, “To me, my X-Men!”, criando um contraste dramático.

Visualmente, a cena espelha arcos de HQs em que o vilão submete heróis a seu domínio, indicando que a série não teme explorar momentos sombrios para testar a lealdade da equipe.

O gesto também fortalece a imagem de Apocalypse como antagonista definitivo, capaz de usar tanto força bruta quanto manipulação psicológica.

11. Sacrifício de Noturno

Para garantir o sucesso do plano de Rogue e salvar Gambit, Noturno faz sua própria barganha com energia Celestial e perde a vida imediatamente após a vitória do grupo.

A resolução segue o tom trágico dos quadrinhos, nos quais Kurt Wagner frequentemente assume riscos sem hesitar, valorizando a compaixão acima de tudo.

Ao encerrar a temporada com essa baixa, o roteiro planta um luto coletivo que deve influenciar decisões estratégicas e emocionais da equipe na próxima fase.

12. Graydon Creed é eleito presidente dos EUA

A cena pós-créditos confirma a posse de Graydon Creed como novo líder americano, fato que diverge das HQs, onde ele é assassinado durante a campanha.

Com histórico de ódio declarado aos mutantes, Creed na presidência promete políticas restritivas, cenário que pode reacender o debate sobre direitos civis dentro da trama.

A movimentação política oferece conflito em escala nacional, ampliando o escopo além das ameaças superpoderosas já enfrentadas.

13. Caminhos abertos para a Sentinel Squad O*N*E voltar

Embora apareçam brevemente, os Sentinelas pilotados pelo governo são mostrados como solução oficial contra super-ameaças, e Valerie Cooper deixa claro que a iniciativa deve ganhar força.

Com a eleição de Creed, a chance de um mandato inclinado a militarizar essas armaduras aumenta, indicando que a próxima temporada pode explorar novas caçadas a mutantes.

Para quem acompanha a franquia desde a década de 90, a expectativa é rever personagens clássicos em posições de autoridade, como Stark ou Rhodes, o que se alinha ao cameo já registrado anteriormente na série durante a primeira temporada.

Com essas 13 referências, o final da segunda temporada de X-Men ’97 mantém viva a tradição de costurar nostalgia e pontos de virada, preparando o terreno para conflitos ainda maiores nos próximos episódios.

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Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.