O futuro da adaptação de One Piece na Netflix já desperta especulações sobre quem assumirá o posto do carismático carpinteiro Franky, figura central quando a trama alcançar o arco Water 7.
Pensando nisso, reunimos oito nomes que se destacam tanto pelo físico quanto pela capacidade dramática de entregar a extravagância, o humor e a vulnerabilidade que marcam o personagem criado por Eiichiro Oda.
Quem poderia vestir o speedo do carpinteiro dos Chapéus de Palha?
A escolha de elenco para a série tem sido guiada por performances naturais, química com o restante do grupo e respeito à essência do mangá. Seguindo essa lógica, os candidatos abaixo surgem como apostas sólidas para manter o alto nível de interpretação já visto nas duas primeiras temporadas.
Cody Rhodes
Reconhecido pelo carisma nas arenas da WWE, Cody Rhodes alia presença física e teatralidade que lembram imediatamente o espírito “SUPER!” de Franky. Seu timing para humor autorreferencial ficou evidente em segmentos televisivos, algo essencial para equilibrar a faceta brincalhona do personagem com cenas mais emocionais.
Rhodes iniciou transição gradual para o audiovisual, integrando o futuro filme de Street Fighter. Esse contato com produções de maior orçamento ajuda na familiaridade com sets repletos de efeitos práticos e CGI, recurso inevitável para reproduzir as próteses cibernéticas de Franky.
Por fim, sua experiência interpretando heróis e vilões no wrestling demonstra amplitude dramática: ponto crucial, já que o carpinteiro estreia como antagonista antes de se tornar um dos aliados mais leais de Luffy.
Olivier Richters
Conhecido como “Dutch Giant”, Olivier Richters mede 2,18 m e pesa aproximadamente 158 kg, dimensões que dispensariam retoques digitais para transmitir o impacto visual do ciborgue. Ele já apareceu em franquias como Viúva Negra e Indiana Jones, mostrando desenvoltura em sets internacionais.
Além da imponência, Richters surpreende ao trabalhar nuances dramáticas em papeis menores, algo que garantiria profundidade à transição de Franky entre ameaça e membro sensível da tripulação.
Sob a direção de Steven Maeda e Matt Owens, showrunners que prezam por interpretações terrenas mesmo em meio a fantasia, o ator neerlandês encontraria terreno fértil para explorar camadas emocionais que vão além da aparência musculosa.
Brock O’Hurn
Brock O’Hurn ganhou notoriedade em comédias como History of the World, Part II, onde exibiu timing cômico e aura de “gigante gentil”. Nos bastidores, roteiristas da série valorizam atores capazes de trafegar pelo humor sem perder a credibilidade dramática, exatamente o combo entregue por O’Hurn.
Seu histórico em The Righteous Gemstones e Young Rock comprova versatilidade para cenas fraternas, fundamentais quando Franky se torna a “alma” do Thousand Sunny. A representação de laços de amizade é, afinal, uma assinatura do texto de Oda mantida na adaptação.
Fisicamente, o ator se aproxima do design original, com porte imponente que favorece coreografias de luta coreografadas por Marc Jobst, diretor de ação em episódios-chaves.
Maxwell Jacob Friedman
No circuito da AEW, Maxwell Jacob Friedman (MJF) coleciona personagens que alternam arrogância e fragilidade, exatamente a curva narrativa de Franky em Water 7. Sua habilidade de usar expressões faciais para provocar resposta imediata do público seria valiosa diante de closes frequentes da câmera.
Apesar do currículo ainda curto no cinema, Friedman participou de campanhas publicitárias roteirizadas, demonstrando aptidão para diálogos rápidos, marca registrada das conversas escritas por Steve Maeda.
Somado a isso, o atleta exibe domínio corporal que simplifica cenas de ação prática, reduzindo dependência de dublês e ajudando o departamento de efeitos a integrar próteses mecânicas de maneira fluida.
Imagem: Internet
Dalton Castle
Chamado de “Pavão” pelos fãs de luta livre, Dalton Castle (Brett Giehl) construiu carreira pontuada por figurinos extravagantes e gestos amplos, tradução perfeita da excentricidade de Franky. Esse histórico o torna apto a entregar a performance física que a direção de arte procura para reproduzir poses icônicas do mangá.
Castle prova também talento dramático em promos onde alterna lágrimas e bravata em segundos, habilidade essencial em episódios que expõem o passado trágico do carpinteiro com os Saltadores de Água.
A química de grupo, ponto alto da série, possivelmente seria beneficiada pela energia expansiva do lutador, facilitando a sinergia com Iñaki Godoy (Luffy) e Emily Rudd (Nami) em cenas de celebração a bordo do navio.
Martyn Ford
Com 2,03 m de altura e 145 kg, Martyn Ford é descrito pela imprensa britânica como “tanque humano”. O ator une experiência em blockbusters — Velozes & Furiosos 9, The Nevers — à recente escalação como Shao Khan em Mortal Kombat II, papel que exige intensidade e presença de vilão cativante.
Sob a óptica de roteiro, Ford se mostra capaz de migrar de antagonista para aliado, arco que Franky percorre quando decide ajudar Luffy a salvar Nico Robin. Essa virada dramática exige sutileza, área onde o britânico evoluiu após trabalhar com diretores que priorizam performances contidas.
Outro ponto a favor é a experiência prévia com maquiagem prostética, habilidade valiosa para acelerar gravações e reduzir retoques digitais, mantendo o orçamento da Netflix sob controle.
Peter Claffey
Revelação irlandesa, Peter Claffey despontou em A Knight of the Seven Kingdoms como Sir Duncan the Tall, personagem cuja enorme estatura contrastava com bom coração — espelho direto de Franky após a reconciliação com os Chapéus de Palha.
Ex-jogador de rúgbi, Claffey traz movimentação atlética adaptável às coreografias marítimas que dominam o arco Water 7, cenário onde o diretor de segunda-unidade Grant Sputore pretende abusar de sequências em cenários aquáticos reais.
Embora menos conhecido do grande público, o ator se encaixa na estratégia da Netflix de mesclar rostos consagrados e talentos emergentes, prática que garantiu autenticidade ao elenco já estabelecido na série.
Tom Hopper
Favorito dos fãs em petições online, Tom Hopper tem currículo que dialoga naturalmente com séries da própria Netflix. Em The Umbrella Academy, atuou sob pesada maquiagem muscular, antecipando os desafios de vestir o exoesqueleto cibernético de Franky.
Hopper exibe domínio de humor físico e timing dramático, vistos também em Black Sails e Game of Thrones, trabalhos que lhe deram familiaridade com ambientes náuticos e narrativa de pirataria — pontos centrais no roteiro adaptado por Matt Owens.
A soma de experiência, estatura (1,96 m) e empatia adquirida com o público faz do britânico um nome que atenderia tanto às exigências de direção quanto ao desejo declarado dos espectadores mais engajados.


