Episódio 8 de X-Men ’97 entrega reencontro sombrio de Gambit e Rogue e recheia a trama com 12 referências que empolgam fãs

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O penúltimo episódio da segunda temporada de X-Men ’97, batizado de “Dead Man’s Hand”, chegou ao Disney+ com uma combinação de nostalgia e tensão digna dos melhores momentos dos mutantes na TV.

A animação entrega o retorno de Gambit, agora ressuscitado pelo vilão Apocalypse, e coloca Rogue em um conflito emocional que domina a narrativa. Abaixo, listamos os 12 detalhes mais saborosos — de participações especiais a diálogos que remetem aos quadrinhos — sempre destacando o trabalho de elenco de voz, roteiro e direção.

Como o episódio equilibra referências e performance

Dirigido por Emi Yonemura, com roteiro de Beau DeMayo, o capítulo utiliza a mesma fórmula que vem marcando a série: ação rápida e muitos acenos ao material original. O diferencial aqui é a carga dramática sustentada pelas vozes de Lenore Zann (Rogue) e A.J. LoCascio (Gambit), que conduzem cada virada de forma visceral, reforçando o impacto das referências listadas a seguir.

1. O baile em Genosha

Na abertura onírica, Rogue relembra o salão de Genosha antes do massacre. A troca de parceiro — aqui ela dança com Gambit, não com Magneto — reforça o vínculo entre os dois. Lenore Zann imprime melancolia ao sussurrar a fala clássica de Remy, evocada por A.J. LoCascio com sobriedade. A direção mantém a paleta suave para contrastar com o futuro sombrio.

Detalhe técnico: o storyboard replica o enquadramento do episódio 12 da primeira temporada, estabelecendo um espelho visual que os fãs atentos notarão instantaneamente.

2. A “Dead Man’s Hand” de Nightcrawler

No pôquer dentro da X-Corp, Nightcrawler (voz de Adrian Hough) segura ases sobre oitos — a lendária mão de Wild Bill Hickok. A mesa de cartas dá nome ao episódio e prenuncia o destino trágico de Gambit. O roteiro usa o recurso para inserir humor, com Kurt surpreso pela vitória de Beast.

Hough mantém tom leve, contrastando com a tensão crescente, evidenciando o cuidado dos roteiristas em balancear drama e alívio cômico.

3. A citação de Jack London por Beast

George Buza retoma o papel de Hank McCoy citando “Life is not always a matter of holding good cards…”. A referência literária conecta o tema do episódio ao destino dos personagens, além de reforçar a personalidade erudita do mutante azul.

A direção opta por close no olhar de Beast, sublinhando o peso filosófico da fala e valorizando o trabalho vocal veterano de Buza.

4. O cadáver de Apocalypse em paralelo com Marvel Rivals

Quando X-Force aparece carregando o corpo de En Sabah Nur, a série se alinha ao jogo Marvel Rivals, que também gira em torno do assassinato do vilão. A inserção mostra sinergia de mídia e oferece um ponto de reconhecimento para o público gamer.

Eric Bauza (voz original de Apocalypse) não aparece em novas falas, mas sua presença ecoa na trilha incidental, reforçando a ameaça latente.

5. Volta a Nova Orleans e à Guilda dos Ladrões

O roteiro nos leva à cidade natal de Remy para encontrar Robby LeBeau e comparsas. A.J. LoCascio altera o timbre, demonstrando a influência maligna de Apocalypse, enquanto o design de produção mostra becos húmidos e varandas de ferro características da região.

Essa ambientação reforça as origens de Gambit sem desviar da narrativa principal.

6. Bella Donna lidera a Guilda dos Assassinos

Bella Donna Boudreaux ressurge como líder dos assassinos e antiga paixão de Remy. A dubladora original, Meghan Black, devolve à personagem seu sotaque cajun, criando contraste com o tom sombrio de Gambit.

O roteiro evita triângulo amoroso, focando na rivalidade entre guildas, o que mantém a trama ágil.

7. A transformação de Gambit em Cavaleiro da Morte

Pele cinza, olhos vermelhos e uma energia roxa que converte seu bastão em foice: a animação recria fielmente a versão dos quadrinhos dos anos 2000. A expressão vocal de LoCascio mistura frieza e dor, evidenciando a dualidade entre Gambit e Apocalypse.

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Imagem: Internet

A direção de som utiliza ecos metálicos nos ataques de Remy, intensificando a sensação de corrupção.

8. A piada de Morph com O Exorcista

Morph (JP Karliak) comenta ter trocado o noticiário pelo filme O Exorcista para “não assustar os alunos”. A tirada sublinha a gravidade dos eventos. Karliak injeta timing cômico preciso, equilibrando o episódio.

A cena também mostra a sala de TV da mansão, atualizada para refletir a reconstrução pós-ataques.

9. O retorno de Candra, a X-Ternal

Candra (voz de Dajana Bergmann) ressurge para explicar que compartilha imortalidade com Apocalypse. A fala expõe conspirações de séculos, fundamentando a mitologia. A animação utiliza tons dourados e hieróglifos, remetendo ao Egito dos quadrinhos.

A narrativa se conecta aos primeiros episódios da temporada, mantendo coesão interna.

10. O “presente” de Gambit para Rogue

Ao roubar a joia de Candra e entregá-la a Rogue, Remy cria tensão emocional. A atuação de Lenore Zann reflete choque e ternura, sem perder a aura de heroína combativa.

O roteiro coloca a joia como possível chave para a salvação do casal, aprofundando o conflito sem perder ritmo.

11. Referência visual ao arco original “Apocalypse: The Twelve”

Durante a convocação das guildas, planos abertos mostram colunas em ruínas semelhantes às ilustrações de Alan Davis no quadrinho “The Twelve”. É um aceno sutil, mas que fãs veteranos reconhecerão instantaneamente.

Essa fidelidade estética reforça a reputação da série de respeitar o cânone.

12. O título que ecoa Wild Bill Hickok

“Dead Man’s Hand” não é apenas a mão de Nightcrawler. Nos bastidores, roteiristas confirmaram que o nome afasta a ideia de sorte e reforça destino trágico — fato enfatizado pela trilha de The Newton Brothers, que insere batidas de faroeste na cena do pôquer.

Esse detalhe encerra a lista e ilustra a preocupação da equipe criativa em alinhar som, imagem e roteiro em cada referência.

Com elenco veterano, roteiro coeso e direção atenta aos detalhes, o episódio 8 mantém o nível da temporada e pavimenta o terreno para a aguardada conclusão de X-Men ’97.

Para saber como a série se conecta ao futuro do MCU animado, confira também nosso guia de estreias no Disney+ e não perca a análise completa do episódio anterior em X-Men ’97: episódio 7.

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Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.