O último episódio da quinta temporada de The Boys encerrou a trama principal com mortes impactantes, mas também abriu caminho para futuros derivados. Entre reviravoltas e adeus a velhos conhecidos, ficou a pergunta: quem ainda ameaça dominar o jogo de poder nesse universo?
Para responder, avaliamos não só as habilidades dos personagens que sobreviveram, mas também o trabalho de elenco, direção e roteiristas – liderados por Eric Kripke – que dão vida a esse caos super-heroico. Confira a seguir os dez supers mais perigosos que continuam vivos e como seus intérpretes sustentam a tensão na tela.
Quem segue no topo dos supers depois do final de The Boys
Com a queda de nomes como Homelander e Billy Butcher, o equilíbrio mudou completamente. Kripke, ao lado dos roteiristas Craig Rosenberg e Rebecca Sonnenshine, redirecionou o foco para figuras antes coadjuvantes, oferecendo terreno fértil para o elenco brilhar e reforçar o perigo latente em cada episódio.
10. Zoe Neuman
A filha de Victoria Neuman surge poucas vezes, mas a produção faz questão de enfatizar seus tentáculos bucais letais. A jovem atriz, ainda sem grande currículo, convence ao alternar inocência e ameaça, mérito da direção cuidadosa de Nelson Cragg nos episódios em que aparece.
O roteiro aproveita o porte infantil da personagem para criar sustos genuínos: Zoe arranca braços de agentes da CIA sem pestanejar. Visualmente, os efeitos práticos ajudam a atriz a transmitir pavor sem precisar de longos diálogos.
Embora seu alcance seja limitado, a performance estabelece Zoe como carta selvagem. A naturalidade com que a intérprete lida com violência faz o público lembrar que, em The Boys, perigo sério pode vir de um corpo franzino.
9. Harper
Introduzida em Gen V, Harper parecia figurante até revelar a capacidade de copiar qualquer poder por 60 segundos. A atuação discreta da atriz – cuja identidade a produção ainda não divulga amplamente – serve ao texto de Michele Fazekas, que prefere surpresa a exposição.
Em cena, a imitação instantânea de gestos e expressões de outros supers reforça o talento de observação da intérprete. Ela transita de vulnerável a ameaçadora num piscar de olhos, mantendo o espectador atento.
Diretores da derivada exploram a limitação temporal para criar tensão de contagem regressiva, recurso que a atriz usa em favor do suspense. Mesmo sem status de protagonista, Harper já virou peça estratégica em combates coletivos.
8. Starlight (Annie January)
Erin Moriarty aproveita as mudanças de roteiro para mostrar evolução de Annie, agora líder moral da resistência mesmo grávida. Sua habilidade de converter energia em rajadas luminosas continua não sendo a mais devastadora, mas a atriz compensa com carisma e determinação.
A direção de fotografia investe em contra-luz para ampliar o impacto visual das explosões, enquanto Moriarty mantém o foco emocional. A cena em que ela voa usando a própria luz confirma domínio pleno do personagem.
Além do poder físico, Annie inspira aliados e espectadores, resultado de uma interpretação que equilibra fragilidade e resiliência. O roteiro de Kripke respeita essa dualidade e entrega um dos arcos mais coerentes da série.
7. Cate Dunlap
Maddie Phillips explora camadas de culpa e redenção de Cate, capaz de controlar mentes com um toque. A atriz alterna suavidade e crueldade num piscar de olhos, sustentando diálogos tensos escritos por Tara Butters.
Após traí-los em Gen V, Cate retorna à equipe carregando sequelas de um ferimento cerebral. Phillips traduz essa instabilidade com microexpressões e silêncios, recurso que a direção não desperdiça.
Fisicamente, Cate não é durona; seu terror mora no psicológico. A entrega da atriz faz o público duvidar de cada gesto, justificando a posição da personagem entre os supers mais temidos.
6. Sam
Asa Germann imprime intensidade crua ao irmão de Golden Boy. Suas cenas de força descomunal têm impacto porque o ator também comunica vulnerabilidade nas crises de saúde mental, reforçando o roteiro de Jessica Chou.
O confinamento inicial de Sam em Godolkin serviu como metáfora visual para o transtorno que ele enfrenta. Germann usa linguagem corporal errática para mostrar como a super-força pode virar arma ou fardo.
Mesmo com repertório de golpes limitado, Sam vence pela brutalidade. O comprometimento do ator faz cada soco parecer pessoal – e perigoso para qualquer oponente.
Imagem: Internet
5. Jordan Li
Interpretado por London Thor e Derek Luh, Jordan é estudo de coordenação cênica. A troca de gênero em meio a lutas exige timing perfeito, que os dois dominam graças à direção de ação de Philip Sgriccia.
Na forma masculina, a invulnerabilidade permite planos-sequência de pancadaria sem cortes; na feminina, a agilidade e rajadas de energia criam coreografias fluidas. O roteiro enfatiza essa dualidade para diferenciar Jordan de outros brucutus.
A química entre ambos os intérpretes garante continuidade emocional, evitando que o personagem pareça dois em um. Resultado: o supe se torna versátil, tanto em drama quanto em combate.
4. Kimiko Miyashiro
Karen Fukuhara eleva o nível de violência estilizada com expressão física impecável. Mesmo sem falas durante boa parte da série, a atriz comunica dor e fúria em cada movimento.
No último ano, Kimiko ganhou poder de desativar outros supers, novidade que Fukuhara executa com olhar penetrante e gestual contido. A montagem destaca a pausa dramática antes da explosão de energia.
A cicatrização quase instantânea continua impressionando, mas é a humanização da heroína – mérito da atriz e dos roteiristas – que torna seus confrontos mais dramáticos e inesquecíveis.
3. Polarity
Sean Patrick Thomas empresta gravidade ao veterano que manipula campos magnéticos. A perda do filho trouxe melancolia que o ator traduz sem exagero, valorizando cada aparição.
Quando Polarity distorce metal ao redor, a direção de arte responde com cenários literalmente contorcidos, criando sensação de catástrofe iminente. Thomas mantém postura estoica, reforçando a maturidade do personagem.
Após ser curado de danos neurológicos por Marie, o herói ganha novo fôlego. A combinação de força física e luto bem interpretado o coloca entre os supers mais perigosos vivos.
2. Soldier Boy
Jensen Ackles rouba a cena desde a estreia, misturando carisma militar e brutalidade. Sua rajada que depodera supers continua o coringa mais temido, e Ackles entrega ironia ácida em diálogos escritos por Kripke.
A fotografia reforça a aura de lenda viva com close-ups granulados que lembram filme de guerra, enquanto o ator equilibra humor negro e traumas de décadas em criogenia.
Quase imortal graças ao V-Um no sangue, Soldier Boy permanece peça central para futuros arcos. A performance segura transforma cada aparição em evento, justificando o segundo lugar na lista.
1. Marie Moreau
Jaz Sinclair consolida a ascensão de Marie como maior poder remanescente. O controle de sangue – usado tanto para explodir inimigos quanto para curar aliados – ganha peso emocional com a entrega da atriz.
A direção de Gen V destacou gestos mínimos, como o estremecer de mãos antes de manipular hemoglobina, humanizando o ato violento. Sinclair se apoia nisso para mostrar empatia e terror ao mesmo tempo.
Roteiristas exploram a dualidade salvadora/assassina, ampliada após Marie ressuscitar a própria irmã. Hoje, não há supe que a supere em versatilidade, e a atriz sustenta com naturalidade o protagonismo que deve guiar próximos capítulos do universo.
Sem Homelander à vista, esses dez nomes formam o novo topo da cadeia alimentar no conto satírico criado por Eric Kripke. Resta acompanhar como futuras continuações explorarão tanto seus poderes quanto o talento de um elenco que segue em plena forma.

