Antes do chamado Arrowverse se tornar sinônimo de super-heróis na TV, Smallville já explorava o vasto catálogo da DC em live-action. A produção, que estreou em 2001, acompanhou o amadurecimento de Clark Kent enquanto apresentava uma galeria de heróis em início de carreira.
- Das primeiras aparições ao auge dos poderes
- 10. Booster Gold – Eric Martsolf brilha em meio ao ego do viajante temporal
- 9. Stargirl – Britt Irvin transforma a curiosidade adolescente em poder cósmico
- 8. Oliver Queen – Justin Hartley e o arqueiro que definiu o futuro do gênero
- 7. Bart Allen (Impulse) – Kyle Gallner corre contra o tempo e o orçamento
- 6. Victor Stone (Cyborg) – Lee Thompson Young em performance marcada pela vulnerabilidade
- 5. Carter Hall (Hawkman) – Michael Shanks e a experiência de mil vidas
- 4. Arthur Curry (Aquaman) – Alan Ritchson dá voz ao ativismo submarino
- 3. J’onn J’onzz (Caçador de Marte) – Phil Morris e o guardião discreto
- 2. Kara Zor-El (Supergirl) – Laura Vandervoort equilibra frescor e potência
- 1. Clark Kent – Tom Welling sustenta o centro gravitacional da série
Revisitamos as dez interpretações mais marcantes desses personagens, avaliando como elenco, roteiristas e diretores construíram cada poder e personalidade ao longo de dez temporadas.
Das primeiras aparições ao auge dos poderes
O critério do ranking combina a força canônica dos heróis com a eficiência dramática das performances. Em cena, alguns dependem de figurinos futuristas; outros impressionam pelo carisma do ator ou pela direção que potencializa habilidades visuais.
A lista segue ordem crescente de impacto, destacando curiosidades de bastidores, decisões de roteiro e a recepção crítica que consolidou Smallville como referência pré-Universo Estendido da DC.
10. Booster Gold – Eric Martsolf brilha em meio ao ego do viajante temporal
Introduzido na última temporada, Booster Gold exigia uma presença confiante. Eric Martsolf equilibrou humor e vaidade, fazendo do traje high-tech o centro das atenções sem ofuscar o texto ágil dos roteiristas.
Os diretores exploraram planos fechados no visor dourado para reforçar a dependência do herói em tecnologia. A atuação física de Martsolf, recheada de poses exageradas, traduz bem a inveja que o personagem sente de Clark.
Mesmo limitado a poucos capítulos, o ator conseguiu transmitir o vazio do homem comum por trás da armadura, justificando por que, sem o traje, Booster não passaria de um impostor.
9. Stargirl – Britt Irvin transforma a curiosidade adolescente em poder cósmico
Britt Irvin assumiu o bastão cósmico com leveza juvenil, reforçada pelo roteiro que enfatiza descobertas e dilemas morais. A direção optou por cores vibrantes para destacar os feixes de energia da personagem.
Os movimentos coreografados mostraram a curva de aprendizado de Courtney Whitmore, e Irvin alternou insegurança e coragem na medida. A química com os demais heróis ajudou a dar densidade emocional.
Sem poderes próprios, o desempenho da atriz foi essencial para convencer o público de que o bastão quase “respirava” em cena, elevando Stargirl acima de aliados mais experientes.
8. Oliver Queen – Justin Hartley e o arqueiro que definiu o futuro do gênero
Justin Hartley apresentou um Oliver pragmático, fruto de treinamento intenso fora das telas. A direção privilegiou lutas corpo a corpo, revelando a precisão do arco sem recorrer a truques exagerados.
A narrativa destacou dilemas éticos, permitindo que Hartley expusesse camadas de culpa e liderança. Isso pavimentou o caminho para versões posteriores do Arqueiro Verde em outras séries da DC.
Mesmo sem habilidades meta-humanas, o ator convenceu o público de que apenas disciplina e estratégia podem igualar o jogo entre mortais e alienígenas superpoderosos.
7. Bart Allen (Impulse) – Kyle Gallner corre contra o tempo e o orçamento
Kyle Gallner trouxe irreverência ao velocista, explorando trejeitos rápidos e humor sarcástico que se alinhavam ao texto enxuto. A edição acelerada sustentou a ilusão de super-velocidade sem grandes efeitos.
A direção de fotografia recorreu a rastros luminosos, e Gallner reagiu com expressões de surpresa a cada nova façanha, reforçando a juventude do personagem.
Ao longo dos episódios, o ator gradualmente troca a postura de ladrão por heroísmo, mostrando evolução convincente mesmo com tempo limitado em tela.
6. Victor Stone (Cyborg) – Lee Thompson Young em performance marcada pela vulnerabilidade
Lee Thompson Young aproveitou as próteses cenográficas para exibir peso emocional. A maquiagem e os efeitos práticos destacaram a dualidade entre homem e máquina.
O roteiro sublinhou o trauma do acidente, e a direção manteve closes no olhar do ator para humanizar a frieza metálica. Essa escolha rendeu momentos de empatia raros em narrativas de ciborgues.
Young equilibrava força sobre-humana e fragilidade psicológica, tornando suas cenas de ação tão impactantes quanto os diálogos intimistas.
Imagem: Internet
5. Carter Hall (Hawkman) – Michael Shanks e a experiência de mil vidas
Michael Shanks imprimiu gravidade ao arqueólogo imortal, usando timbre de voz grave e postura ereta para sugerir séculos de batalhas. O figurino com asas articuladas ganhou vida através de movimentos calculados.
A direção optou por iluminar o Nth metal com reflexos dourados, enquanto Shanks entregava falas repletas de referências históricas, ancorando a mitologia do personagem.
Combinando presença cênica e coreografias aéreas, a atuação mostrou por que Carter Hall sobreviveu tanto tempo sendo um dos melhores combatentes já vistos na série.
4. Arthur Curry (Aquaman) – Alan Ritchson dá voz ao ativismo submarino
Alan Ritchson usou físico atlético para vender o poder de comandar oceanos. As cenas subaquáticas, dirigidas com filtros azul-esverdeados, destacaram movimentos fluidos e silenciosos do ator.
O roteiro inseriu causas ambientais, e Ritchson adicionou tom militante às falas, reforçando o papel de guardião dos mares. Essa combinação acrescentou camadas ao estereótipo do “herói aquático”.
A química inicial de atrito com Clark tornou a aliança posterior mais significativa, evidenciando evolução dramática que prendeu a atenção do público.
3. J’onn J’onzz (Caçador de Marte) – Phil Morris e o guardião discreto
Phil Morris interpretou o marciano com serenidade, refletida em movimentos contidos. A maquiagem mínima e efeitos de transformação foram estrategicamente raros, ressaltando a atuação mais contida.
Diretores favoreceram silêncios para mostrar o peso de séculos de exílio. Morris transmitia empatia apenas com o olhar, tornando crível a relação paternal com Clark.
Quando os poderes retornam em definitivo, o ator manteve o mesmo tom calmo, sublinhando que verdadeira força não precisa de demonstrações grandiosas.
2. Kara Zor-El (Supergirl) – Laura Vandervoort equilibra frescor e potência
Laura Vandervoort chegou à série já voando, literalmente. A paleta de cores solares do figurino reforçou a afinidade com Clark, enquanto a atriz exibia segurança corporal em decolagens realizadas em cabos.
O roteiro explorou o desencaixe temporal da personagem, e Vandervoort soube alternar inocência kryptoniana e determinação heroica. O contraste ampliou o drama de adaptação à Terra.
Com poderes semelhantes aos do primo, a atriz conseguiu, ainda assim, imprimir personalidade única, garantindo destaque próprio nas cenas coletivas.
1. Clark Kent – Tom Welling sustenta o centro gravitacional da série
Tom Welling amadureceu junto com o personagem. Sob direção que evoluiu do drama colegial ao épico de super-herói, o ator mostrou progressão de timidez a liderança sem abandonar a humanidade de Clark.
Os roteiristas aproveitaram a longa duração da série para introduzir poderes gradualmente. Welling respondeu com nuances físicas, como ajustes na postura a cada nova habilidade dominada.
Mesmo sem vestir oficialmente o uniforme do Superman, o intérprete convenceu o público de que estava diante do futuro símbolo de esperança, coroando Smallville como marco da TV.
Para quem deseja relembrar esses momentos antes de mergulhar em outras séries do selo DC, vale conferir a maratona completa disponível em streaming. Já os fãs de bastidores podem comparar essas performances com a fase posterior do Universo Estendido em nosso especial sobre a evolução dos heróis da DC no cinema.

