6 séries de fantasia que replicam a energia de Masters of the Universe

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O filme Masters of the Universe, lançado em 2026, reacendeu a paixão pelo universo de espada e feitiçaria que mistura ação, humor e uma boa dose de nostalgia. Embora a bilheteria não tenha sido exuberante, a produção dirigida por Travis Knight impressionou ao respeitar o legado da animação dos anos 80 e dos brinquedos da Mattel.

Se essa mistura de magia, tecnologia e batalhas coloridas chamou sua atenção, há várias séries capazes de manter o mesmo clima de aventura. A seguir, listamos seis produções televisivas que equilibram humor, fantasia e cenas de ação eletrizantes, perfeitas para quem saiu do cinema — ou do streaming — querendo mais.

Do cinema à TV: onde encontrar a mesma vibração heroica

Todas as séries selecionadas apresentam mundos vastos, vilões carismáticos e protagonistas que lutam contra forças sombrias. Além disso, cada uma traz interpretações marcantes, roteiros que exploram mitologias próprias e direções que valorizam efeitos práticos ou digitais para dar vida a criaturas e cenários.

He-Man and the Masters of the Universe (1983)

A animação original da Filmation foi pioneira ao transformar brinquedos em narrativa televisiva. John Erwin dá voz a Príncipe Adam/He-Man, entregando carisma e ironia que atravessam gerações. A dublagem exagerada, típica da época, ajuda a criar um tom divertido sem comprometer a sensação de perigo.

Os roteiristas, liderados por Michael Halperin, condensavam em 22 minutos lições de moral, duelos com Skeletor e ramificações de ficção científica. Esse formato episódico, quase antológico, criou um catálogo de personagens que depois seriam revisitados em quadrinhos e reboots.

Na direção de episódios, nomes como Ed Friedman e Lou Kachivas apostavam em cores fortes e movimento constante, compensando limitações orçamentárias. O resultado é um ritmo acelerado que, ainda hoje, influencia produções infantis e serve de base para o recente longa.

Legend of the Seeker (2008)

A série produzida por Sam Raimi adapta livremente a obra de Terry Goodkind. Craig Horner interpreta Richard Cypher com vigor físico e ingenuidade convincente, atributos essenciais para um herói que descobre sua importância aos poucos. Já Bridget Regan, como Kahlan, adiciona sutileza emocional ao elenco.

O roteiro de Kenneth Biller e Mike Sussman foca em jornadas episódicas, mas tece um arco maior centrado na profecia do “Buscador da Verdade”. Essa estrutura sustenta batalhas coreografadas ao estilo B-movie, reforçando o senso de aventura pulp que remete a Masters of the Universe.

Na direção, o próprio Raimi assina o piloto e estabelece o tom: cenários na Nova Zelândia, efeitos práticos sempre que possível e uso moderado de CGI. O resultado visual pode não ter brilho hollywoodiano, mas confere identidade rústica que combina com o enredo.

Merlin (2008)

Produzida pela BBC, a série revisita a lenda arturiana a partir da amizade entre Merlin (Colin Morgan) e o jovem Arthur (Bradley James). Morgan imprime vulnerabilidade ao mago iniciante, enquanto James oferece um Arthur impetuoso, gerando química que sustenta cinco temporadas.

Os roteiros de Julian Jones equilibram humor leve e dilemas morais, evitando violência gráfica. Isso aproxima Merlin do tom aventuresco de Masters: missões semanais recheadas de criaturas e feitiços, sempre finalizadas com aprendizados simples porém eficazes.

Na direção, James Hawes e Jeremy Webb destacam-se ao usar locações em castelos reais e floresta, compensando efeitos visuais datados. A estética medieval colorida, somada à trilha de Rob Lane, cria uma atmosfera envolvente que cativa mesmo com budget contido.

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Imagem: MovieStillsDB

Adventure Time (2010)

Pendleton Ward, criador da animação, combina fantasia e ficção científica de forma irreverente. Jeremy Shada, como Finn, e John DiMaggio, como Jake, entregam timing cômico impecável, sustentando piadas rápidas e também cenas de emoção inesperada.

Os roteiristas operam em camadas: episódios curtos, aparentemente aleatórios, escondem uma mitologia complexa que se revela gradualmente. Essa técnica de worldbuilding faz eco à franquia He-Man, onde cada personagem ou artefato possui longa ficha catalográfica pronta para colecionadores.

Visualmente, Adam Muto e a equipe de direção apostam em paletas vibrantes e animação fluida — fatores que maximizaram o potencial de merchandising da marca. O desenho tornou-se referência contemporânea, inspirando spin-offs e garantindo relevância contínua.

Game of Thrones (2011)

A adaptação da HBO para os livros de George R.R. Martin mergulha em tramas políticas e batalhas sangrentas, mas compartilha com Masters o fascínio por magia e espadas. Peter Dinklage, como Tyrion, e Emilia Clarke, como Daenerys, entregam performances premiadas que sustentam o drama mesmo em episódios sem ação.

David Benioff e D.B. Weiss, responsáveis pelo roteiro, constroem arcos de vários anos, oferecendo recompensas narrativas e alguns desvios controversos. A escala épica contrasta com a leveza de Masters, mas o senso de grandiosidade heroica permanece — fator que atrai fãs de ambos os universos.

Na direção, Miguel Sapochnik e Alan Taylor orquestram batalhas coreografadas que marcaram a TV moderna. Os valores de produção, somados à fotografia de Jonathan Freeman, posicionam Game of Thrones como benchmark para qualquer série fantástica. O sucesso global só reforça seu status de fenômeno cultural.

The Wheel of Time (2021)

A adaptação da Prime Video para a saga de Robert Jordan apresenta Rosamund Pike como Moiraine Damodred, atuação elogiada pela mistura de autoridade e vulnerabilidade. O elenco diverso — com Daniel Henney e Zoë Robins — auxilia na construção de um mundo plural.

Rafe Judkins, showrunner e roteirista, condensa tramas extensas em temporadas enxutas. Cada episódio investe tempo em política mágica, profecias e dilemas pessoais, aproximando-se do equilíbrio aventura-fantasia tão apreciado em Masters of the Universe.

Na parte técnica, a direção de Uta Briesewitz e Salli Richardson-Whitfield destaca figurinos detalhados e efeitos práticos para canalizar o “poder único” das personagens. Mesmo cancelada após três temporadas, a série deixou um universo rico que continua atraindo novos espectadores. A influência literária permanece viva entre fãs.

Entre animações icônicas e dramas épicos, essas seis produções oferecem doses variadas de magia, humor e heroísmo, ideais para quem não quer largar a espada após Masters of the Universe.

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Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.