O Prime Video dobrou a aposta nas histórias vindas dos consoles e prepara cinco séries baseadas em franquias lendárias dos videogames. As produções reúnem elencos estrelados, showrunners premiados e promessas de orçamentos robustos, repetindo a fórmula que transformou “Fallout” em um fenômeno mundial.
De aventuras arqueológicas a sagas espaciais, as adaptações caminham em diferentes estágios de produção e têm estreias previstas até 2030. A seguir, detalhamos quem conduz cada projeto, como andam as filmagens e o que esperar das performances que devem dominar o streaming nos próximos anos.
As próximas séries de videogame no Prime Video
A lista inclui títulos com décadas de legado nos consoles e jogos mais recentes que se tornaram clássicos instantâneos. Todos compartilham o desafio de traduzir narrativas interativas para a linguagem televisiva sem perder o coração dos fãs.
Tomb Raider
Sophie Turner encarna Lara Croft na nova fase do clássico, comandada por Phoebe Waller-Bridge e Chad Hodge. As filmagens ocorreram durante todo 2026, e a dupla de showrunners indica que a série chegará entre o fim de 2027 e o início de 2028.
Turner, conhecida pelo trabalho consistente em “Game of Thrones”, terá a missão de equilibrar ação física com camadas dramáticas construídas por Waller-Bridge no roteiro. A presença de Sigourney Weaver como Evelyn Wallis adiciona peso dramático, enquanto Jason Isaacs surge como Atlas DeMornay, personagem já querido nos jogos.
A expectativa crítica gira em torno de como a direção mostrará a evolução de Lara, fugindo de estereótipos e investindo em uma heroína mais humana. Weaver deve brilhar no papel de antagonista calculista, e Isaacs tende a entregar um tio ambíguo, ampliando o conflito familiar que sempre cercou a arqueóloga.
Life Is Strange
Com showrunner Charlie Covell, “Life Is Strange” terminou as gravações em outubro de 2026. A série seguirá de perto o roteiro do game de 2015, no qual Max Caulfield (Tatum Grace Hopkins) descobre o poder de voltar no tempo para desvendar o desaparecimento de Rachel.
Covell, elogiada por diálogos afiados em “The End of the F***ing World”, promete manter o tom intimista e a estética indie que marcaram o jogo. A dinâmica entre Max e Chloe deve sustentar o núcleo emocional, ao passo que a fotografia provavelmente explorará cores frias para reforçar o suspense adolescente.
Hopkins precisará transmitir vulnerabilidade e urgência em cenas repletas de viagens temporais, enquanto a direção trabalhará cortes sutis para ilustrar os loops. A crítica deve analisar se a série consegue equilibrar temas pesados, como bullying e luto, sem perder a leveza que conquistou inúmeros prêmios ao game.
God of War
Anunciada em 2022, a adaptação enfrentou atrasos até Ronald D. Moore assumir criação e roteiro. As câmeras começaram a rodar em fevereiro de 2026 com Ryan Hurst, mas uma lesão forçou a troca para Dave Bautista, que retomou as filmagens em outubro.
Bautista terá o desafio de humanizar Kratos, trazendo estoicismo e dor contida enquanto interage com Atreus (Callum Vinson). Moore, veterano de “Battlestar Galactica”, pretende expandir o drama familiar contra o pano de fundo da mitologia nórdica, mantendo a escala épica que tornou o jogo de 2018 quase cinematográfico.
Imagem: Internet
A recepção crítica provavelmente se concentrará nos efeitos práticos das batalhas e na química entre pai e filho. Se Bautista alinhar fisicalidade e emoção, “God of War” pode repetir o sucesso de “Fallout” e abrir caminho para mais temporadas já planejadas.
Wolfenstein
Patrick Somerville, roteirista de “The Leftovers”, lidera a série ambientada em um universo no qual os nazistas venceram a Segunda Guerra. Sem elenco ou data de produção revelados, o projeto conta com Jonathan Nolan e Lisa Joy — dupla por trás de “Fallout” — como produtores executivos.
A grande incógnita recai sobre quem interpretará B.J. Blazkowicz, o herói clássico dos jogos. Enquanto isso, o roteiro deve equilibrar ação pulp e comentários políticos, elementos que sempre definiram a franquia.
A crítica aguardará para ver se a direção adotará um visual retrofuturista, mantendo a violência estilizada que marca o game. O envolvimento de Somerville sugere profundidade emocional, algo essencial para diferenciar a série de outras histórias alternativas sobre o mesmo período.
Mass Effect
Doug Jung, de “Mindhunter”, comanda a adaptação ambientada no espaço. Apesar da ausência de casting, confirmou-se em outubro de 2026 que a produção segue viva mesmo após o fechamento da BioWare, criadora da franquia.
A série trará um enredo original dentro da cronologia dos jogos, opção semelhante à adotada em “Fallout”. Essa liberdade permite explorar novos personagens sem descartar participações especiais de figuras icônicas como Shepard ou Garrus.
O sucesso dependerá da construção de mundos alienígenas convincentes e de um elenco capaz de sustentar arcos épicos em meio a dilemas morais. Jung, que já equilibrou suspense psicológico e ação, precisa entregar roteiros que honrem as escolhas éticas centrais da saga.
Com calendários que se estendem até 2030, essas cinco produções miram repetir — ou superar — o desempenho estrondoso de “Fallout” no Prime Video, transformando grandes sagas dos games em novas obsessões do streaming.

