Depois de roubar a cena em The Mandalorian & Grogu, Garazeb “Zeb” Orrelios voltou a despertar curiosidade no público geral — especialmente em quem não acompanhou a animação Star Wars Rebels.
- Por que revisitar essas aventuras de Zeb
- “Fighter Flight” – Irmãos de armas em formação
- “Warhead” – Liderança sob pressão
- “The Pirate” – Estreia em live-action
- “The Future of the Force” – Coragem sem sabre de luz
- “Droids in Distress” – Fantasmas do passado
- “Family Reunion and Farewell” – Clímax épico de Rebels
- “Legends of the Lasat” – Reconexão espiritual
- “The Honorable Ones” – Inimigos obrigados a confiar
A seguir, reunimos oito episódios que evidenciam a força dramática do personagem, destacam a voz característica de Steve Blum e revelam como roteiro e direção construíram a trajetória do lasat até seu salto para o live-action.
Por que revisitar essas aventuras de Zeb
Cada capítulo selecionado aprofunda um aspecto diferente do herói: laços de amizade, dilemas morais, passado traumático e liderança em campo. Ao analisar atuação, direção e escolhas de roteiro, fica mais claro como o personagem evolui até o ponto em que aparece ao lado de Din Djarin e Grogu.
Confira, portanto, a ordem recomendada e o que torna cada episódio indispensável para entender a popularidade de Zeb no universo de Star Wars.
“Fighter Flight” – Irmãos de armas em formação
A terceira história de Rebels traz um tom leve, voltado ao público mais jovem, mas já deixa evidente a química entre Steve Blum (Zeb) e Taylor Gray (Ezra). A dublagem de Blum transita entre irritação cômica e afeto contido, reforçando o contraste típico de irmãos que se provocam e se protegem.
Dirigido por Steven G. Lee, o episódio valoriza enquadramentos dinâmicos durante a fuga de um caça TIE roubado, mantendo a ação sempre legível para crianças e adultos. O roteiro de Kevin Hopps acerta ao usar pequenas discussões domésticas para introduzir o senso de família improvisada da tripulação.
Mesmo sem grandes consequências para a guerra civil galáctica, “Fighter Flight” estabelece o primeiro degrau da jornada emocional de Zeb e, graças à performance vocal de Blum, impede que o grandalhão seja reduzido a alívio humorístico.
“Warhead” – Liderança sob pressão
Quando a equipe principal se ausenta, Zeb fica de babá do esconderijo rebelde em Atollon. A direção de Bosco Ng mantém o suspense crescente ao revelar o droide infiltrador imperial, enquanto o roteiro de Gary Whitta força o lasat a assumir um papel de comandante relutante.
Blum confere peso dramático a cada ordem emitida a Chopper e AP-5, dois personagens cujo humor sarcástico costuma desestabilizar Zeb. Essa tensão interna, somada ao perigo externo, transforma o episódio em um estudo de liderança improvisada.
A alta aposta — a localização da base corre risco de exposição — amplifica o impacto emocional da vitória, destacando a capacidade do personagem de resolver crises sem a ajuda dos Jedi.
“The Pirate” – Estreia em live-action
Dirigido por Peter Ramsey para a terceira temporada de The Mandalorian, o capítulo marca a primeira aparição em carne e osso de Zeb. Interpretado via captura de movimento e voz original de Steve Blum, o design digital convence, mas é o timbre rouco do ator que garante familiaridade instantânea.
O roteiro de Jon Favreau é econômico: em poucos minutos, Zeb demonstra compaixão com Carson Teva ao lamentar a invasão pirata de Nevarro, ao mesmo tempo em que critica a burocracia da Nova República. Esses diálogos condensam anos de desenvolvimento da animação em uma cena enxuta.
Embora breve, o momento prova que o personagem funciona fora do formato animado e prepara terreno para participações futuras, como a já confirmada em Ahsoka 2.
“The Future of the Force” – Coragem sem sabre de luz
Neste arco sombrio, crianças sensíveis à Força viram alvos dos Inquisidores. A direção de Saul Ruiz mantém o clima opressivo, enquanto o roteiro de Bill Wolkoff subverte expectativas ao colocar Zeb — um guerreiro sem habilidades místicas — frente a frente com o Quinto Irmão.
Blum dosa agressividade e ternura ao proteger os pequenos reféns, reforçando o contraste entre músculos e coração do personagem. A ausência de sabres nas mãos de Zeb intensifica o suspense, já que o espectador sabe que ele depende apenas de astúcia e brute force.
O desfecho solidifica a imagem de herói altruísta, mostrando que a chama da antiga Guarda de Lasan ainda queima em cada decisão.
Imagem: MovieStillsDB
“Droids in Distress” – Fantasmas do passado
A primeira grande revelação sobre o massacre de Lasan surge aqui. Dirigido por Steward Lee e escrito por Greg Weisman, o episódio coloca Zeb frente a frente com o Agente Kallus, responsável pela tragédia.
Blum mergulha em camadas de dor e raiva contidas, transmitidas em respirações trêmulas e frases cuspidas com amargura. A presença de R2-D2 e C-3PO serve de alívio, mas também evidencia como a luta dos rebeldes menores ecoa pelo conflito maior.
O encontro estabelece uma rivalidade que evoluirá para algo inesperado — e planta sementes que germinam em outro capítulo desta lista.
“Family Reunion and Farewell” – Clímax épico de Rebels
O derradeiro episódio duplo, dirigido por Dave Filoni, entrega emoção e espetáculo. Enquanto Ezra protagoniza o sacrifício final, Zeb ganha participação decisiva dentro do complexo imperial de Lothal, medindo forças com Rukh.
O roteiro de Filoni e Henry Gilroy oferece a Blum momentos catárticos, entre gritos de guerra e piadas descontraídas, equilibrando leveza e urgência. O epílogo, narrado por Sabine, revela o destino tranquilo do lasat e recompensa quem acompanhou sua evolução.
Mesmo não sendo o foco central, o episódio confirma a importância tática de Zeb para a vitória rebelde e encerra seu arco de modo satisfatório antes do salto temporal para o live-action.
“Legends of the Lasat” – Reconexão espiritual
Dirigido por Saul Ruiz, o capítulo mergulha na mitologia de Lasan ao apresentar um par de sobreviventes que busca a mítica Lira San. O roteiro de Matt Michnovetz coloca o cético Zeb no centro de uma profecia.
Blum alterna descrença, culpa e, por fim, deslumbramento, quando a nave atravessa a anomalia que leva ao suposto paraíso. A trilha de Kevin Kiner reforça a atmosfera quase religiosa, diferenciando-se do tom militar habitual.
Além de expandir o cânone, “Legends” oferece a catarse que o personagem precisava, livrando-o do peso de ser o último de sua espécie.
“The Honorable Ones” – Inimigos obrigados a confiar
Considerado por muitos o melhor estudo de personagem em Rebels, o episódio isola Zeb e Kallus em uma lua gelada. A direção de Brad Rau utiliza o espaço claustrofóbico para focar em expressões faciais e pausas de diálogo.
O roteiro de Kevin Hopps propõe uma dinâmica de sobrevivência em que linhas ideológicas desmoronam. Blum expõe a humanidade de Zeb em gestos sutis: dividir calor, oferecer comida, aceitar desculpas veladas.
A aliança relutante termina desencadeando a futura deserção de Kallus, prova de que o carisma e a honra do lasat têm repercussões reais na guerra. Como síntese de crescimento pessoal e impacto político, “The Honorable Ones” coroa a lista.
Rever esses oito capítulos evidencia por que Zeb Orrelios mereceu o upgrade para o cinema: sua trajetória é fruto de roteiros cuidadosos, direção inventiva e, sobretudo, da energia inconfundível que Steve Blum empresta ao guerreiro lasat.

