Verde menta domina passarelas e armários: por que a cor virou febre na moda

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Quem acompanha os desfiles internacionais ou passa alguns minutos nas redes sociais já percebeu: quase tudo ganhou um toque de verde menta em 2026. A tonalidade, que mescla frescor e elegância, saiu das coleções de luxo direto para as vitrines de fast fashion, maquiagens e feeds de influenciadoras.

Não se trata de mais um modismo passageiro. Do prêt-à-porter da Chanel ao look de rua de quem só quer renovar o guarda-roupa, o verde menta mostra fôlego para atravessar esta e a próxima estação, agradando tanto as adeptas do estilo minimalista quanto as fãs de visuais statement.

Onde o verde menta virou protagonista

A cor despontou primeiro na alta-costura, ganhou releituras em marcas de street style e, em seguida, foi abraçada por celebridades e profissionais da beleza. A seguir, veja como cada cenário ajudou a consolidar a febre menta.

Passarela: de Matthieu Blazy à disputa pelo acessório da vez

Matthieu Blazy, à frente do ready-to-wear de primavera 2026 da Chanel, foi um dos primeiros a apostar pesado na tonalidade. Vestidos fluidos e leves dividiram espaço com itens estruturados, mostrando que o tom funciona tanto em silhuetas etéreas quanto em cortes mais rígidos.

Nos pés, o estilista reforçou a proposta ao lançar sandálias de salto em verde menta que contrastavam com preto e animal print. Entre os destaques, despontou a sandália com estampa de bambi, rapidamente alçada ao topo das listas de desejo e ao segundo lugar do ranking Lyst.

O entusiasmo de Blazy ecoou em outras maisons. Jacquemus levou a cor para o menswear em sua primavera 2027, enquanto Chloé, Loewe e Valentino preferiram nuances suavizadas, quase pastel. Bolsas texturizadas nessas tonalidades confirmaram que o sucesso da cor não ficaria restrito ao vestuário.

Com o apelo da passarela consolidado, compradores e infl uencers passaram a garimpar peças menta para editoriais e conteúdos de moda, impulsionando o ciclo que transformou a nuance no novo “pretinho básico” da temporada.

Streetwear: versatilidade que vai do clean ao maximalista

Longe das câmeras dos desfiles, o verde menta encontrou terreno fértil nas ruas. Modelagens fluidas, como vestidos camiserie ou pantalonas, ganharam leveza extra quando tingidas pelo tom, mas o curioso foi notar sua adaptação a peças estruturadas, como blazers de alfaiataria e calças cargo.

No dia a dia, a tonalidade funciona como um neutro colorido: casa bem com jeans, branco ou preto, mas também cria impacto quando combinada a amarelo ou roxo vivo. Essa elasticidade cromática faz com que consumidores de estilos distintos adotem a cor sem medo.

Com as temperaturas subindo, biquínis, maiôs e saídas de praia verde menta passaram a ocupar prateleiras de multimarcas e e-commerces. O tom, associado a frescor, conversa naturalmente com o clima de verão e vira aposta certeira para quem quer atualizar o beachwear.

Mesmo em regiões onde o calor demora a chegar, suéteres canelados, tricôs oversized e casacos leves provaram que a nuance sobrevive às meia-estações. Resultado: a cor se tornou protagonista em produções que vão do escritório ao happy hour.

Celebridades: quando o red carpet carimba a tendência

Nenhuma cor se firma sem o aval das estrelas, e o verde menta não fugiu à regra. Dua Lipa escolheu um vestido Roberto Cavalli Pre-Fall 2026, inspirado em criação de 2003, para um evento, e viralizou. O revival uniu nostalgia e modernidade, reforçando o apelo atemporal do tom.

Sarah Pidgeon também apostou na cor durante um jantar pré-Oscar. A atriz vestiu peça Chanel da coleção Métiers d’Art 2026 e completou com sandálias na mesma paleta, criando um visual monocromático de impacto. Fotos do look circularam rapidamente, consolidando ainda mais a tendência.

Com duas aparições de peso, perfis de moda comentaram a “onda menta” e stylist passaram a sugerir vestidos e acessórios nesse tom para tapetes vermelhos. Afinal, quando a cor fotografa bem sob holofotes, o resto do mundo tende a acompanhar.

O fator celebridade acelerou buscas on-line por vestidos, bolsas e até ternos verde menta, mostrando o efeito direto entre a exposição midiática e o comportamento de compra do público.

Beleza: sombras, esmaltes e até batons em tom inusitado

Se a tonalidade chegou aos olhos e às unhas, é sinal de que a aceitação ultrapassou o guarda-roupa. Paletas com sombras menta, esmaltes pastel e batons esverdeados começaram a surgir em coleções de beleza de marcas renomadas, surpreendendo quem duvidava da adesão no makeup.

Para quem não encontra o produto pronto, maquiadores sugerem misturar pigmento verde ao branco para alcançar o tom exato. Esse truque DIY ganhou tutoriais virais, facilitando a entrada de iniciantes na trend sem grandes custos.

Nos desfiles, o verde menta apareceu tanto em delineados gráficos quanto esfumados suaves, confirmando a versatilidade também na maquiagem. Já nas unhas, o tom ficou entre os mais pedidos em salões durante o verão europeu, segundo relatórios de varejo.

O universo da beleza, portanto, serve como porta de entrada acessível para quem quer flertar com a cor antes de investir em roupas ou acessórios mais caros, ampliando ainda mais o alcance da tendência.

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