Quando a quinta temporada de The Boys começa, um ano já se passou desde o caos que encerrou o quarto ano. Nesse intervalo, o elenco viu suas trajetórias virarem do avesso e o universo da série ficou ainda mais sombrio.
- As 10 viradas no ano perdido de The Boys
- Homelander consolida o poder absoluto
- Kimiko recupera a fala com terapia intensiva
- Ryan desaparece e vira incógnita estratégica
- Hughie, Frenchie e MM presos em “Freedom Camp”
- MM bebe, Frenchie fica sóbrio e Hughie endurece
- Ashley ganha poderes e vira vice-presidente
- Relação entre Homelander e Firecracker degringola
- Starlight cria rebelião oficial com ajuda de A-Train
- Marie Moreau comanda célula de resistência após Gen V
- Dr. Shah recria o vírus anti-Supe
De ascensão política de Homelander a novas alianças de resistência, cada personagem viveu transformações que impactam diretamente o rumo da trama. A seguir, detalhamos essas 10 viradas e avaliamos como elenco, direção e roteiro conduzem essa nova fase.
As 10 viradas no ano perdido de The Boys
Homelander consolida o poder absoluto
Antony Starr leva o narcisismo de Homelander a outro patamar ao interpretar um “presidente de fato” que governa o país por meio de um fantoche. Sua presença em cena é magnética, e a direção explora closes sufocantes para ressaltar o controle que o Supe exerce sobre todos.
O roteiro amarra bem a escalada autoritária: campos de “liberdade”, polícia militarizada e qualquer crítico rotulado de terrorista. As decisões mostram a sala de escritores confiando no subtexto político para afiar o comentário social sem perder o humor ácido.
A performance de Starr mistura charme perverso e explosões de raiva contida, criando um vilão que domina cada frame. Esse domínio cresceu no salto temporal, tornando-se o maior obstáculo para qualquer plano da equipe titular.
Kimiko recupera a fala com terapia intensiva
Karen Fukuhara entrega nuances inéditas agora que Kimiko articula frases completas. A atriz troca a comunicação somente física por diálogos cheios de emoção, fruto de sessões de fono e acompanhamento psicológico mostrados em flashbacks sucintos.
A câmera investe em closes para enfatizar o esforço da personagem em cada palavra, mantendo coerência com seu passado silencioso. O texto equilibra humor — graças às referências a vídeos do TikTok — e a carga dramática de quem redescobre a própria voz.
Essa mudança amplia as possibilidades de conflito e afeto com Frenchie. O salto de um ano funcionou como atalho narrativo para que Kimiko surgisse mais confiante, sem trair a construção feita nas temporadas anteriores.
Ryan desaparece e vira incógnita estratégica
O filho de Homelander sumiu após recusar tanto o pai quanto Butcher, e a ausência dele paira como ameaça latente. O roteiro planta pistas de seu paradeiro, mas mantém o suspense para futuros episódios.
A direção usa manchetes de TV e diálogos truncados para lembrar o espectador de que Ryan é um dos poucos Supes capazes de enfrentar o pai. A escolha de mantê-lo fora de quadro reforça a tensão e cria expectativa.
Embora o ator Cameron Crovetti não apareça nos dois primeiros capítulos, sua sombra narrativa basta para impulsionar conversas e planos de todos os lados do conflito.
Hughie, Frenchie e MM presos em “Freedom Camp”
Jack Quaid, Tomer Capone e Laz Alonso exibem química mesmo em cativeiro. As cenas no campo de doutrinação misturam propaganda bizarra e violência, e a direção alterna tons de sátira e horror sem perder ritmo.
Os três atores exploram novas camadas: Hughie mais corajoso, Frenchie sóbrio e MM entregue ao alcoolismo. As mudanças justificam-se pelos 12 meses de lavagem cerebral, dando peso às escolhas que tomarão fora do campo.
O texto usa a experiência para criticar discursos extremistas, mantendo coerência com o humor negro da série. A fuga do trio serve como motor de ação para a temporada.
MM bebe, Frenchie fica sóbrio e Hughie endurece
Laz Alonso retrata um MM cansado, com olhar perdido e garrafa sempre à mão. Seu tom contido contrasta com a versão resoluta que conhecíamos, mostrando o impacto psicológico da prisão.
Tomer Capone, por sua vez, confere serenidade incomum a Frenchie ao viver a abstinência. O ator utiliza gestos contidos e fala suave, revelando maturidade emocional motivada pelo amor a Kimiko.
Jack Quaid exibe postura mais firme: punhos cerrados, queixo erguido e respostas rápidas. A direção reforça essa evolução com enquadramentos que posicionam Hughie no centro, insinuando liderança nascente.
Ashley ganha poderes e vira vice-presidente
Colby Minifie diverte ao interpretar uma Ashley dividida: a figura pública maquiada para câmeras e o segundo rosto literal que lê mentes e condena seus atos. O efeito prático do rosto extra é grotesco e rende humor involuntário.
Imagem: Internet
O roteiro utiliza a dualidade para comentar oportunismo político. Como vice, Ashley atua como correia de transmissão das ordens de Homelander, enquanto sua voz interior — ou melhor, traseira — faz críticas morais que ela ignora.
A atriz equilibra pânico e ambição, oferecendo frescor a uma personagem que antes vivia só de faniquitos. A transformação acontece completamente no salto de um ano, evitando longas explicações em tela.
Relação entre Homelander e Firecracker degringola
Valorie Curry retorna como Firecracker, agora menos relevante aos olhos do líder supremacista por não produzir mais leite. A atuação dela passa do orgulho servil para a ansiedade de quem teme ser descartado.
Antony Starr contracena com desprezo calculado, reforçando a dinâmica abusiva rapidamente. A direção usa enquadramentos que colocam Firecracker à margem do quadro, simbolizando sua perda de status.
Embora continue disseminando propaganda, a personagem perde voz dentro do círculo interno, preparando caminho para possíveis traições que podem agitar a trama.
Starlight cria rebelião oficial com ajuda de A-Train
Erin Moriarty entrega confiança renovada a Starlight, agora líder vocal dos Starlighters. A parceria com A-Train (Jessie T. Usher) adiciona tensão, já que ele tenta se redimir após anos servindo Vought.
A direção aposta em cenas de rua cheias de cartazes e drones, mostrando como o movimento ganhou corpo durante o ano fora de tela. O roteiro valoriza diálogos sobre esperança sem cair em clichês, mantendo o humor sarcástico da série.
O timing cômico de Usher contrasta com a seriedade de Moriarty, gerando química improvável. Juntos, eles iniciam operações para minar Homelander, ampliando o tabuleiro de conflito.
Marie Moreau comanda célula de resistência após Gen V
Jaz Sinclair não aparece nas primeiras cenas de The Boys, mas seu nome ecoa nos diálogos de A-Train, que celebra vitórias conduzidas por Marie em várias cidades. O salto temporal conecta organicamente a linha de spin-off Gen V ao núcleo principal.
A menção confirma que a personagem evoluiu de aluna para líder tática, justificando sua futura entrada em foco. O roteiro preserva coerência de poder: Marie continua uma das poucas capazes de peitar Homelander.
Essa antecipação aumenta a expectativa do público e abre espaço para crossovers. A escolha de não mostrá-la ainda cria suspense sem quebrar o ritmo da temporada.
Dr. Shah recria o vírus anti-Supe
A ponta deixada na temporada anterior rende frutos: Butcher encontra o virologista Shah e o força a retomar a pesquisa. Karl Urban exibe intensidade crua ao segurar o cientista entre ameaças e sarcasmo.
O roteiro transforma o vírus em peça-chave da temporada, elevando a tensão sempre que o frasco aparece. A direção usa iluminação fria em laboratórios clandestinos para sublinhar o perigo bioquímico.
Com o agente patogênico capaz de ferir Soldier Boy e matar outros Supes, a narrativa ganha relógio dramático que pressiona cada lado do conflito a agir rápido.
No fim, o salto de um ano permitiu que The Boys acelerasse arcos, colocasse personagens em novas posições de poder e elevasse o risco global, sem sacrificar a sátira feroz que define a série.











