Street style de Copenhague 2026: as 9 tendências que incendiaram a semana de moda

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A Semana de Moda de Copenhague completou duas décadas de história reforçando sua fama de passarela a céu aberto. Fora dos desfiles oficiais, editoras, influenciadoras e compradores transformaram as ruas da capital dinamarquesa em vitrine de criatividade e sustentabilidade.

Entre movimentos ecofriendly e inclusão corporal, o evento mostrou por que é considerado o maior do norte da Europa. A seguir, reunimos as tendências que mais chamaram atenção no street style da temporada primavera-verão 2026.

O que brilhou nas ruas de Copenhague

Da volta do camuflado ao romantismo da renda, cada escolha revelou a essência da moda scandi: autenticidade com conforto. Confira, ponto a ponto, os elementos que fizeram os flashes trocarem a passarela pelo asfalto.

Lenços e bandanas na cabeça

Praticamente onipresentes, lenços de seda, bandanas clássicas e versões em crochê apareceram amarrados de todas as formas possíveis. O acessório adicionou cor e textura, além de reforçar o toque artesanal presente em várias coleções.

O apelo prático — proteger do vento gelado sem pesar — ajudou na adesão maciça. Para quem quer experimentar, vale conferir dicas para estilizar bandanas e replicar a tendência em casa.

O styling variou de nós minimalistas a amarrações que lembravam lenços de camponesa, sempre combinados com óculos maxi ou brincos de impacto.

Camuflado repaginado

Esquecido por algumas temporadas, o padrão militar ressurgiu em calças cargo e bermudas oversized. O diferencial ficou por conta da paleta: tons de verde tradicional dividiram espaço com variações em azul-acinzentado e marrom queimado.

Editoras de moda combinaram a estampa com peças sobressaturadas, criando contraste ousado que é marca registrada da CPHFW.

A leitura urbana e descontraída justificou a presença do camuflado tanto em looks diurnos quanto noturnos.

Meias sem dedos

Se existe um acessório polêmico por temporada, em 2026 foram as meias que deixam os dedos de fora. Meio caminho entre polaina e meia-calça, o item surgiu com sandálias e tamancos, adicionando informação de moda sem comprometer o conforto.

O material variou de lã fina a versões caneladas, sempre em cores vibrantes para destacar o styling.

Por mais inusitado que pareça, a peça ajudou a prolongar o uso de calçados abertos no clima dinamarquês instável.

Sapatos como protagonistas

A máxima “comece o look pelos pés” nunca fez tanto sentido. Saltos esculturais, botas de bico quadrado e mules em couro metalizado chamaram mais atenção que muitos casacos statement.

Dentro e fora dos shows, influenciadoras mostraram que o contraste — como tênis esportivo com vestido romântico — continua eficiente para atualizar produções.

O debate sobre calçados considerados “feios” também reapareceu; quem quiser se aprofundar pode ler sobre a obsessão da moda por sapatos pouco convencionais.

Bermudas em alta

Comprimentos logo acima do joelho provaram ser mais que tendência passageira. Em alfaiataria ampla, jeans ou sarja estampada, as bermudas trouxeram pegada utilitária sem abrir mão do estilo.

O shape largo faz eco aos valores de conforto da moda escandinava, enquanto estampas geométricas adicionaram twist divertido.

Para quem já investiu, Copenhague sinaliza vida longa à peça em futuros verões.

Crochê em versão maximalista

Em linha com o selo verde da semana dinamarquesa, o crochê manteve espaço privilegiado. Vestidos tubo, bolsas estruturadas e até chapéus bucket comprovaram versatilidade do feito-à-mão.

As tramas apareceram tanto em fios grossos quanto em delicadas linhas de algodão, sempre priorizando cores solares.

O resultado foi um mix de nostalgia e modernidade, reforçando o discurso de consumo consciente.

Franjas que movimentam o look

Aplicadas em bolsas, barras de saias ou laterais de jaquetas, as franjas trouxeram leveza e dinamismo. O movimento chamou atenção de fotógrafos de street style, gerando takes cheios de fluidez.

Modelos em couro, camurça e algodão orgânico dominaram, provando que o detalhe Western permanece forte.

Quando combinadas a peças de alfaiataria, desafiaram o dress code corporativo de forma criativa.

Dupla preto & branco

Embora a moda scandi adore paletas vivas, este ano o P&B roubou a cena. Looks monocromáticos foram interrompidos apenas por acessório vibrante, garantindo elegância sem perder a ousadia.

A combinação atemporal mostrou força em ternos oversized, vestidos longilíneos e conjuntos de tricô.

Fotógrafos destacaram como a ausência de cor fez sobressair cortes e volumes diferenciados.

Boudoir: renda e transparência

Referências à lingerie encerraram a seleção de tendências. Tops rendados, saias de tule e tecidos acetinados apareceram tanto sozinhos quanto sobrepostos a blazers estruturados.

O toque romântico das rendas equilibrou o futurismo de alguns acessórios metálicos, criando diálogo interessante entre suavidade e ousadia.

A transparência, usada com segunda pele ou underwear aparente, reforçou a busca por autenticidade sem abrir mão do conforto.

Com esses nove destaques, a Semana de Moda de Copenhague firmou mais uma vez seu papel de radar global. Se depender das ruas dinamarquesas, a próxima estação será marcada por mistura de funcionalidade, statement pieces e, acima de tudo, personalidade.

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