O BRIT Awards 2026, realizado em Manchester, tinha tudo para ser uma homenagem discreta e respeitosa ao icônico Ozzy Osbourne, falecido recentemente. No entanto, a cerimônia foi marcada por momentos inesperados, principalmente pela performance turbulenta de Sharon Osbourne, que garantiu que o espírito rebelde do rock ‘n’ roll estivesse presente no palco.
- O discurso impactante e cheio de palavrões de Sharon Osbourne
- O controle do teleprompter e a autenticidade em destaque
- Robbie Williams e a polêmica no vocal da homenagem
- A entrada inusitada de Dolly Parton e seu efeito na cerimônia
- A imprevisibilidade e o clima de “ao vivo” no momento principal
- O contraste entre irreverência e emoção na homenagem final
- O prolongado aplauso que Sharon recusou a encerrar
Divergindo do roteiro preparado, Sharon protagonizou um discurso repleto de palavrões e espontaneidade, surpreendendo o público e gerando debates calorosos nas redes sociais. Ela tomou o controle do momento para celebrar a trajetória do marido de forma sincera e intensa, longe do protocolo usual das premiações.
O discurso impactante e cheio de palavrões de Sharon Osbourne
A fala de Sharon durante a entrega do prêmio pelo Lifetime Achievement Award a Ozzy Osbourne foi o centro das atenções da noite. Em vez da tradicional e emocionada fala padrão, ela optou por um discurso franco, recheado de palavrões, que refletiu a verdadeira personalidade do casal.
Essa abordagem ousada trouxe um tom mais autêntico e “punk” ao evento, revelando o lado menos formal da indústria musical. O uso do vocabulário pesado gerou censura ao vivo, mas também valorizou o legado sem filtros de Ozzy, que sempre foi conhecido por seu estilo irreverente.
O controle do teleprompter e a autenticidade em destaque
Sharon e Kelly Osbourne chegam ao BRIT Awards 2026 para receber o prêmio em memória de Ozzy Osbourne. Alex Cropper/Cover Images
Desde sua entrada no palco, Sharon deixou claro que não leria o texto previamente escrito pelos produtores. Ignorou o teleprompter e falou com total sinceridade, deixando o público no Co-op Live Arena visivelmente apreensivo — somente sua filha Kelly acompanhava tranquilamente a situação.
Esse improviso trouxe uma dinâmica inesperada à cerimônia, refletindo a personalidade forte de Sharon e reforçando o clima de um tributo que não se limitava às formalidades tradicionais.
Robbie Williams e a polêmica no vocal da homenagem
Robbie Williams liderou a super banda que homenageou Ozzy Osbourne com uma performance emocionante. Ian West/PA Images/INSTARimages
A escolha de Robbie Williams para comandar a interpretação da clássica “No More Tears” gerou opiniões divididas. Enquanto alguns admiraram a presença do popstar e sua voz, outros fãs de heavy metal questionaram a ausência de lendas do gênero como Bruce Dickinson ou Rob Halford.
A mistura entre o estilo pop de Williams e a guitarra poderosa de Zakk Wylde tornou o tributo um tanto contraditório, mas também fiel à imprevisibilidade que permeava o evento, evocando um clima mais próximo a um show de Ozzy do que a uma premiação.
A entrada inusitada de Dolly Parton e seu efeito na cerimônia
PA Images/INSTARimages
A participação de Dolly Parton, apresentando uma lenda do heavy metal, soou inesperada e curiosa para muitos espectadores. A combinação entre a cantora country e o universo do rock pesado destacou o alcance do impacto cultural de Ozzy Osbourne, atravessando diferentes gêneros e gerações.
Esse momento foi um dos mais comentados nas redes sociais, reforçando a diversidade e a imprevisibilidade do tributo dentro da sequência da premiação.
A imprevisibilidade e o clima de “ao vivo” no momento principal
Ao contrário das outras categorias do BRIT Awards, que seguiram roteiros ensaiados e produzidos, a homenagem a Ozzy manteve um caráter altamente imprevisível. Entre a potência da super banda e a fala livre de Sharon, o segmento parecia prestes a desmoronar a qualquer momento.
Essa atmosfera espontânea e arriscada destacou o profissionalismo do diretor e dos roteiristas, que conseguiram equilibrar caos e emoção numa produção que refletiu a essência indomável do homenageado.
O contraste entre irreverência e emoção na homenagem final
Alex Cropper/Cover Images
Logo após o divertidamente desafiador discurso de Sharon, as telas exibiram um vídeo da última apresentação de Ozzy em Birmingham, em 2025. A sequência sentimental, mostrando um Ozzy debilitado mas ainda cantando “Paranoid”, equilibrou perfeitamente humor e emoção.
Esse momento foi uma das peças televisivas mais tocantes da edição, demonstrando a habilidade do time de direção e roteiro em transitar entre diferentes sentimentos numa mesma cena.
O prolongado aplauso que Sharon recusou a encerrar
Alex Cropper/Cover Images
Ao fim do tributo, o público no Co-op Live Arena levantou-se para uma aplauso emocionante e duradouro. Diferente da maioria dos premiados, Sharon permaneceu no centro do palco, absorvendo a recepção calorosa e incentivando o público a manter o clamor.
Sua postura reforçou o domínio que teve sobre o momento, roubando a cena e exigindo que o foco continuasse sobre Ozzy, mostrando novamente sua forte conexão tanto com a plateia quanto com o legado do marido.
Informações extras do tributo
O tributo a Ozzy Osbourne foi conduzido por Robbie Williams, acompanhado por uma banda formada por Zakk Wylde (guitarra), Robert Trujillo (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (teclado). Ozzy recebeu o Lifetime Achievement Award em reconhecimento aos mais de cinquenta anos de carreira revolucionária.
Para quem não assistiu à cerimônia ao vivo no Reino Unido, a transmissão está disponível na íntegra e em destaques no canal oficial do BRIT Awards no YouTube, sendo a opção mais acessível para fãs na América do Norte.
Um dos motivos do discurso de Sharon ter sido parcialmente censurado foi o uso repetido de palavrões para descrever o legado e a relação “sem filtros” de Ozzy com seus fãs, evidenciando uma abordagem autêntica e pouco convencional diante do evento.
Imagem: Internet
Este momento colocou mais uma vez em evidência como o rock pode dialogar com outras vertentes culturais, evidenciado pela participação inesperada de artistas como Dolly Parton. Também ilustra como o trabalho dos roteiristas e direção foi fundamental para manter o equilíbrio entre emoção, humor e rebeldia durante o tributo.






