5 séries de ação que deixam The Night Agent no chinelo — entenda por quê

6 Leitura mínima

The Night Agent conquistou notoriedade na Netflix ao longo de três temporadas, mas não é o único thriller de ação capaz de prender o público. Fora do radar, existem produções com elencos afiados, roteiros mais ousados e direções que elevam o gênero.

Listamos abaixo cinco séries que, segundo a crítica especializada, entregam mais profundidade, realismo ou pura adrenalina que a atração protagonizada por Gabriel Basso. Cada título traz performances marcantes, escolhas de mise-en-scène precisas e narrativas que fogem do lugar-comum.

Séries que ultrapassam o nível de The Night Agent

A seleção passa por tramas de espionagem global, vilões perturbadores, assassinos misteriosos e protagonistas complexos. Mesmo exibidas por serviços diferentes, todas têm algo em comum: aproveitaram bem seus showrunners e elencos para criar tensão com qualidade de cinema.

Tom Clancy’s Jack Ryan

Protagonizada por John Krasinski, a série do Prime Video é capitaneada pelos criadores Carlton Cuse e Graham Roland, que transformam o universo de Tom Clancy numa aula de geopolítica televisiva. Desde a primeira temporada, a produção investe em locações internacionais de grande escala e em consultoria militar para dar verossimilhança a cada operação.

Krasinski dosa carisma e vulnerabilidade ao interpretar o analista da CIA que precisa assumir missões de campo. A evolução psicológica do personagem, somada às reviravoltas calculadas, sustenta a trama mesmo em arcos que trocam o real pelo fantástico. O roteiro equilibra cenas de ação amplas com diálogos que elucidam a engrenagem do poder.

A direção alterna sequências explosivas — tanques, helicópteros e raids noturnos — com momentos intimistas, sem deixar o ritmo cair. Esse cuidado técnico faz Jack Ryan parecer maior do que muitas produções de cinema de espionagem.

Banshee

Criada por Jonathan Tropper e David Schickler, Banshee foi exibida pela Cinemax entre 2013 e 2016. Embora cultuada, ainda é desconhecida de parte do público. Antony Starr, hoje famoso como Homelander em The Boys, já entregava camadas de intensidade ao viver Lucas Hood, ex-presidiário que assume a identidade de um xerife em uma cidade violenta da Pensilvânia.

O roteiro não poupa sangue nem moralidade. Combates corpo a corpo, perseguições de carro e tiroteios são coreografados com brutalidade estilizada, lembrando cinema asiático de artes marciais. A fotografia escura e granulada reforça o clima de decadência e perigo iminente.

Além da ação visceral, a série se destaca pela galeria de antagonistas: do neo-nazista interpretado por Ulrich Thomsen à gângster tribal de Geno Segers. Cada vilão possui motivações detalhadas, o que aprofunda o conflito e evita o clichê do mal gratuito.

The Day of the Jackal (Peacock)

Baseada no romance de Frederick Forsyth, a nova versão do Peacock decidiu atualizar o pano de fundo histórico em vez de copiar o filme de 1973. O showrunner Ronan Bennett mescla eventos reais recentes a uma caçada internacional contra um assassino meticuloso, mantendo suspense constante.

Eddie Redmayne mergulha no papel do enigmático “Chacal”. O ator trabalha silenciosamente, usando linguagem corporal econômica para criar aura de ameaça. A série mantém suas motivações envoltas em segredo, focando no “quando” e “como” ele irá atacar, estratégia que potencializa o suspense.

5 séries de ação que deixam The Night Agent no chinelo — entenda por quê - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Com câmeras portáteis, a direção cria urgência, enquanto o design de som amplifica cada passo do caçador e de suas vítimas. Resultado: mesmo quem conhece a obra original se surpreende com o frescor narrativo.

Bodyguard

Produzida pela BBC e criada por Jed Mercurio, Bodyguard condensa adrenalina em apenas seis episódios. Logo na abertura, o diretor Thomas Vincent entrega um tour de force: Richard Madden, como o veterano David Budd, negocia com uma mulher-bomba em um trem — sequência que já valeria a temporada.

Madden convence como agente de proteção do Estado à beira do colapso por estresse pós-traumático. O texto explora seu conflito moral ao guardar uma ministra que, politicamente, ele detesta. Essa ambiguidade alimenta tensão psicológica até o último minuto.

Roteiro enxuto e edição afiada evitam gordura narrativa. Cada episódio termina em cliffhanger, mantendo a maratona inevitável. A fotografia fria de Londres reforça o tom de paranóia governamental que a série quer transmitir.

Reacher

Baseada nos livros de Lee Child, a série do Prime Video é comandada por Nick Santora, que abraçou o exagero proposital do material. Alan Ritchson encarna Jack Reacher como um anti-herói quase mitológico, de físico imponente e peculiares métodos investigativos.

O roteiro privilegia a jornada solitária do gigante errante, que se envolve em conspirações locais e nacionais. Embora os vilões nem sempre sejam elaborados, o magnetismo de Ritchson segura a narrativa. Seus combates curtos e brutais são filmados sem tremedeira, evidenciando coreografia e força.

A direção faz bom uso de cenários de cidades pequenas dos EUA, criando contraste entre a figura colossal de Reacher e a tranquilidade aparente desses lugares. Esse recurso visual reforça a sensação de que o herói avança como um tanque sobre qualquer injustiça que encontra.

No fim das contas, cada uma dessas séries oferece algo que The Night Agent não alcança totalmente, seja escala global, personagens ambíguos ou ação sem pudor. Para quem busca elevar o nível do entretenimento de sofá, vale colocar esses títulos na lista e preparar a maratona.

Compartilhe este artigo
Follow:
Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.