Chevron em alta: como 7 grifes reinventam a estampa em V nas coleções 2026/27

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O desenho em zigue-zague que forma um V contínuo, batizado de chevron, volta a ganhar protagonismo depois de figurar nos anos 2010 como queridinho da estética boêmia. Agora, a padronagem retorna às passarelas em materiais encorpados, tons sóbrios e propostas gráficas mais ousadas, distantes da leitura multicolorida que marcou a década passada.

De Chanel a Dior Homme, diferentes direções criativas assumem o padrão, transformando-o em textura de tweed, ilusão de ótica ou statement gráfico. A seguir, veja como sete grifes de peso revisitam o chevron para as temporadas de 2026 e 2027.

Como o chevron voltou às passarelas internacionais

O resgate do padrão acompanha o revival de outras tendências dos anos 2000, mas se diferencia pela forma como cada maison imprime identidade própria ao V em série. Dos clássicos tweeds da Chanel às versões metalizadas da Missoni, o traço geométrico aparece ora como parte da construção do tecido, ora como estampa sobreposta, sempre com foco no impacto visual.

Nesta lista, reunimos as principais leituras apresentadas nas últimas coleções, analisando a direção criativa, o uso de materiais e o efeito final sobre a silhueta.

Chanel – Alta-Costura Outono/Inverno 26

A maison francesa recupera o chevron em seu DNA de tweed, explorando a padronagem em tons neutros que remetem à tradição da grife. A direção criativa destaca o relevo do tecido, usando fios mais grossos para evidenciar o V contínuo e agregar profundidade às peças.

Nos looks de passarela, o zigue-zague surge em tailleurs ajustados e casacos 7/8, equilibrando o toque clássico com recortes modernos. A escolha por cores sóbrias mantém a elegância, mas o posicionamento do padrão garante frescor à silhueta.

O styling aposta em acessórios minimalistas, permitindo que o chevron seja o protagonista visual. O resultado reforça a habilidade da etiqueta em atualizar códigos icônicos sem perder a identidade.

Fendi – Coleção Maria Grazia Chiuri

Na Fendi, a padronagem não vem sozinha: linhas diagonais e formas geométricas sobrepõem-se ao V, criando efeito de ilusão de ótica. O corte fluido dos vestidos contrasta com o grafismo denso, ampliando a sensação de movimento.

A diretora criativa combina organza leve e seda para intensificar a transparência entre as camadas, permitindo que o chevron se desdobre conforme a peça se movimenta na passarela. O resultado é uma leitura mais artística da tendência.

O foco no trompe-l’œil faz das criações da Fendi ponto fora da curva, traduzindo a estampa em narrativa visual que transcende o padrão estático.

Alexander McQueen – Pre-Fall 26

Em McQueen, o chevron ganha proporção oversized e se torna elemento gráfico central. As barras em V tomam todo o comprimento de casacos estruturados, reforçando o caráter dramático típico da marca.

As referências aos anos 1960 e ao espírito Y2K aparecem no mix de cores contrastantes, mas sem abandonar o tom sombrio que define a etiqueta. Couro e lã grossa servem de base para o desenho, elevando o impacto visual.

A modelagem afiada, combinada à padronagem marcante, destaca a proposta rock’n’roll, mantendo coerência com o arquivo da grife.

Valentino – Inverno 2026

Para a Valentino, o V já é símbolo consagrado. Na bolsa Panthea, a letra se repete até formar um chevron sofisticado. A coleção aposta em misturas de texturas, como couro granulado e veludo, para valorizar a estampa.

No vestuário, a sequência de Vs aparece em blazers alongados e saias midi, conferindo elegância sem recorrer ao colorido tradicional. O trabalho de texturização ressalta profundidade e reflete pesquisa de materiais.

A estratégia mantém o legado da casa ao mesmo tempo em que dialoga com a tendência global do zigue-zague, reforçando a força do monograma como linguagem visual.

JW Anderson – Verão 2027

Jonathan Anderson investe em conjuntos de alfaiataria soft, nos quais o chevron surge em relevo no próprio tecido. A escolha foge da impressão gráfica e aposta na construção tridimensional da padronagem.

O styling traz camisas cropped e bermudas de cintura alta, criando contraste entre formalidade e casualidade. O resultado exibe apelo contemporâneo, pensado para consumidores que buscam peças versáteis.

A direção de arte do desfile reforça a leitura cool, posicionando o chevron como detalhe elegante em vez de protagonista exuberante.

Dior Homme – Verão 27

No segmento masculino, Kim Jones usa a bolsa em chevron multicolorido para quebrar a formalidade do look final do desfile. O acessório em couro texturizado injeta pontos de luz no conjunto neutro, inserindo a tendência de forma pontual.

A paleta vibrante da peça dialoga com o tailoring clean, ampliando a proposta de equilíbrio entre tradição e ousadia que guia a coleção. A escolha demonstra como o padrão pode funcionar como ponto focal sem comprometer a sobriedade.

Esse contraste reitera a habilidade da Dior Homme em alinhar inovação estética a peças de guarda-roupa masculinas clássicas, como ternos de corte preciso.

Missoni – Verão 2027

Pioneira no uso do chevron desde os anos 1960, a Missoni resgata a padronagem com toque glam setentista. Camisas e vestidos em lurex trazem cores metalizadas, reforçando brilho e movimento a cada passada.

A atitude relax, combinada ao caimento leve, mantém a assinatura da marca, mas a inserção de fios metalizados eleva o look a um patamar festivo. O chevron colorido permanece clássico de verão, mas ganha atualização sutil no mix cromático.

Para quem deseja mergulhar na tendência, conhecer a história da Missoni ajuda a entender a evolução do desenho e sua relevância contínua.

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