Paris encerrou hoje, 30 de janeiro de 2026, a aguardada semana de alta-costura. A temporada ficou marcada pelas estreias de Jonathan Anderson na Dior, Matthieu Blazy à frente da Chanel e pela primeira coleção solo de Silvana Armani na Armani Privé.
Entre desfiles espetaculares e cenários imersivos, a capital francesa apresentou um cardápio variado de criações. A seguir, veja o resumo das tendências da alta-costura primavera 2026 que prometem influenciar até quem ama crochê e moda artesanal.
Tendências da alta-costura primavera 2026: natureza em foco
A natureza invadiu as coleções. Animais, flores e até cogumelos apareceram bordados, em aplicações 3D ou como acessórios de cabeça. Na Schiaparelli, pássaros ganharam vida em jaquetas cobertas de penas. Já a Chanel transformou o palco em um bosque repleto de fungos delicados, enquanto Dior e Germanier cobriram vestidos com texturas que lembram gramados.
Entre as aves do paraíso, penas surgiram discretas na gola de vestidos Valentino e dominaram criações volumosas da Ashi Studio. As borboletas da Gaurav Gupta pairaram sobre tecidos translúcidos, reforçando o clima onírico que permeou a maior parte dos desfiles.
Os florais surpreenderam pela execução realista: brotavam do tecido em forma de pétalas estruturadas, principalmente na Dior, onde o legado botânico de Christian Dior encontrou nova leitura sob o olhar de Jonathan Anderson.
Cores, silhuetas e acessórios que roubam a cena
Preto, branco e metalizados continuam soberanos, mas duas tonalidades ecoaram em quase todas as maisons: laranja cítrico, responsável por trazer frescor aos looks, e vermelho intenso, escolhido tanto para homenagear Valentino Garavani quanto para reforçar sensualidade.
Imagem: Reprodução
Tons pastel, como rosa claro e verde água, proporcionaram contraste suave, enquanto o degradê apareceu em vestidos que pareciam “derreter” de uma cor a outra, sem costuras aparentes. Essa técnica contribuiu para a sensação de leveza, grande mantra desta edição.
Arquitetura do corpo e detalhes de impacto
Formas esculturais reapareceram em peplums amplificados, saias arredondadas e mangas dramáticas. O decote alto em formato de leque tornou-se o recorte mais inesperado, às vezes subindo até o rosto da modelo.
Capas e estolas ofereceram dose extra de teatralidade, enquanto colares gigantes surgiram por cima das roupas, transformando-se em extensão do tecido. Até as bolsas, raras na alta-costura, ganharam destaque: clutches rígidas com bordados inusitados dividiram espaço com totes oversized, caso da Dior, e com a clássica 2.55 em musseline transparente na Chanel.
Para quem acompanha o LoungeA, vale ficar de olho nesses elementos e adaptá-los ao dia a dia: um bordado floral no crochê, uma paleta degradê ou um decote leque podem atualizar qualquer guarda-roupa em 2026.

