X-Men ’97: dez vozes que merecem brilhar muito mais na 3ª temporada

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A animação X-Men ’97 encerrou o segundo ano com saldo positivo, mas deixou uma fila de mutantes à espera de luz própria. Se alguns ganharam episódios inteiros, outros apareceram apenas em rápidas cenas, apesar de contarem com vozes e trajetórias prontas para render drama e ação.

Com a terceira temporada já confirmada para o próximo ano, analisamos quais intérpretes e personagens merecem mais minutos em tela e como a equipe criativa – direção, roteiro e produção – pode aproveitar esse potencial sem deixar cair o ritmo que tornou a série um fenômeno.

Quem ainda precisa de holofote no próximo ano

O primeiro ciclo destacou nomes como Vampira e Jubileu, enquanto o segundo tentou equilibrar novos arcos e cenas de espetáculo. Agora, dez vozes exigem vez – algumas quase inéditas, outras pedindo reconexão com o público. A seguir, veja por que cada uma delas merece atenção extra da direção de Jake Castorena e dos roteiristas que assumem o bastão deixado por Beau DeMayo.

Colossus

Interpretado por Isaac Robinson-Smith, Piotr Rasputin estreou na temporada passada carregando o luto pela irmã Magia. O ator entregou um timbre calmo e vulnerável que contrasta com o físico de aço do herói, oferecendo camadas que o roteiro explorou pouco além de sua trágica motivação.

Colossus em X-Men '97

A direção de voz acertou ao manter o sotaque russo sutil, mas falhou em dar espaço às nuances emocionais do gigante metálico. Um arco maior na 3ª temporada poderia colocar Colossus lado a lado de Cyclope em campo, permitindo cenas de ação coreografadas que valorizem a animação 2D fluida da série.

Com o MCU preparando seu reboot dos mutantes, fortalecer Colossus agora ajuda a criar familiaridade antes da migração para o live-action. Para os roteiristas, a chave será equilibrar força bruta e sensibilidade, aproveitando a química que o personagem pode desenvolver com Kitty Pryde.

Psylocke

Feita com elegância pela dubladora Francesca Meaux, Betsy Braddock mostrou golpes rápidos e telepatia afiada no esquadrão X-Force. Ainda assim, faltou um episódio que mergulhasse em seus dilemas internos e na dualidade entre guerreira e protetora.

Psylocke em X-Men '97

A direção de Castorena priorizou seu visual roxo neon e coreografias vistosas, mas pouco revelou sobre a formação ninja em Madripoor ou a relação conturbada com o irmão Capitão Bretanha. Dar a ela um capítulo solo, nos moldes do de Polaris, permitiria explorar flashbacks e construir empatia.

Além de atender à base de fãs que cresce em jogos como Marvel Rivals, esse aprofundamento reforçaria a presença feminina em um time ainda dominado por veteranos. Cabe ao roteiro oferecer diálogos que evidenciem o lado telepata e a ética flexível que faz de Psylocke uma peça imprevisível.

Forge

Gui Ramos empresta a voz a Forge, mas o inventor indígena foi reduzido a pontes narrativas entre passado e futuro. Sua química com Tempestade rendeu emoção no início, porém a segunda temporada o tratou como coadjuvante técnico.

Forge em X-Men '97

O personagem carrega dilemas sobre ciência, fé e responsabilidade que combinam com o tom mais sério da série. Dar protagonismo a ele numa missão de resgate ou sabotagem abriria espaço para gadgets originais e debates éticos, algo que o roteiro soube fazer com Fera na série dos anos 90.

Com um elenco multicultural em evidência, apostar em Forge reforça representatividade e traz frescor visual, graças ao design de equipamentos que a equipe de animação matém detalhado quadro a quadro.

Kitty Pryde

Ausente até agora, Kitty – ou Lince Negra – é dublada em jogos recentes por Alexandra Shipp e tem fãs ansiosos por sua estreia. Sua personalidade curiosa e energia adolescente balanceariam o clima sombrio deixado pelo conflito com Apocalipse.

Kitty Pryde em X-Men '97

A fase em que Kitty lidera os Jovens X-Men nos quadrinhos pode inspirar roteiros que unam leveza e amadurecimento. Para a direção, o desafio será mostrar seus poderes de intangibilidade sem perder clareza visual, algo que a animação 2D permite com transições criativas.

Introduzi-la agora também prepara terreno para conflitos geracionais, fator que enriquece equipes extensas. E, claro, reaproxima-a de Colossus, oferecendo um romance que fãs veteranos conhecem bem.

Fera

George Buza, voz clássica de Hank McCoy, quase não teve chance de exibir o carisma erudito do Fera no segundo ano. Sem tempo de laboratório ou citações literárias, o personagem virou figurante de batalha.

Fera em X-Men '97

Recuperar a verve intelectual do mutante azul acrescenta comentários sociais e humor sofisticado, ingredientes que sempre diferenciaram X-Men de outras equipes. A direção pode equilibrar cenas de ação bestial, lembrando que McCoy também luta com ferocidade.

Um episódio que combine debate científico e dilema moral – talvez sobre a cura mutante – devolveria relevância a Fera e permitiria que Buza revivesse o tom paternal que marcou a série original.

Emma Frost

Emma Frost, dublada por Kari Wahlgren, apareceu em rápidos cameos e deixou claro seu magnetismo. Entretanto, a Rainha Branca precisa de tempo de tela para mostrar a transição de antagonista calculista a aliada relutante.

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Imagem: Internet

Emma Frost em X-Men '97

A direção de arte já destacou seus diamantes psíquicos e roupas glamourosas; falta um roteiro que explore sua ambição, sarcasmo e passado no Clube do Inferno. Inserir Emma num triângulo com Ciclope e Jean Grey renderia tensão dramática.

Com diálogos cortantes, Kari Wahlgren pode construir uma anti-heroína que roube a cena. Além disso, investir em Emma é oportuno, pois a personagem ganhou espaço nos quadrinhos Dawn of X, atraindo novos leitores.

Ciclope

Ray Chase assumiu Scott Summers e convenceu ao equilibrar liderança firme e emoções contidas. Contudo, boa parte da segunda temporada desviou o foco do herói, enfraquecendo sua relevância no clímax.

Ciclope em X-Men '97

Como rosto histórico da franquia, Ciclope precisa voltar ao centro das decisões estratégicas. Sequências de combate tático, exibindo raios óticos com enquadramentos dinâmicos, relembrariam sua importância como capitão de campo.

Para o roteiro, é hora de abordar inseguranças e dilemas de comando que outras versões ignoraram. Assim, Scott deixa de parecer simplesmente o “cara certinho” e ganha complexidade que Chase tem voz para entregar.

Jean Grey

Jennifer Hale interpreta Jean Grey com serenidade e poder subliminar, mas a telepata também perdeu espaço recentemente. Diante de ameaças cósmicas, mantê-la fora de cena subaproveita uma das mutantes mais fortes.

Jean Grey em X-Men '97

O roteiro pode explorar o trauma pós-Fênix e o crescimento de Jean como mentora de novos alunos, algo que reforça sua individualidade além do romance com Scott. Para a direção, sequências oníricas dentro da mente inimiga seriam terreno fértil para visual experimental.

Popularizada de novo em arcos recentes dos quadrinhos e participações em games, Jean atrai audiência fresca – motivo extra para dar a ela um conflito à altura, como enfrentar vilões psíquicos que testem seus limites.

Mística

Com a voz camaleônica de Jennifer Dale, Raven Darkhölme surgiu de surpresa no final do segundo ano. Especula-se que ela já circulava disfarçada em vários episódios, teoria que a 3ª temporada precisa confirmar ou negar.

Mística em X-Men '97

A personagem oferece à direção oportunidades de suspense, reviravoltas e dublagem múltipla, uma vez que cada disfarce pode exigir registro vocal diferente. O roteiro deve mergulhar em suas motivações maternas e ideologia radical que chocam com a via pacífica dos X-Men.

Como antagonista “pé no chão” após Apocalipse, Mística pode render conflitos de espionagem e drama familiar, potencial para transformar 2027 no ano de sua consagração como vilã principal.

Tempestade

Alison Sealy-Smith é há décadas a voz de Ororo Munroe, mas, ironicamente, a deusa do clima teve pouco tempo para fazer chover na trama recente. Sem ela, falta um contrapeso moral e majestoso às crises internas da equipe.

Tempestade em X-Men '97

A direção precisa colocá-la no centro não só de lutas atmosféricas, mas de decisões políticas, mostrando liderança espiritual que torna Tempestade querida pelos fãs. Um arco focado em sua dualidade entre deusa e mortal pode revisitar origens no Quênia.

Ao valorizar seu carisma, a série reforça uma das mutantes mais populares do planeta e evita que ela vire apenas “reforço de luxo”. A química com o elenco e o poder visual de seus relâmpagos merecem protagonismo renovado.

Com esses ajustes, X-Men ’97 pode equilibrar veteranos, novatos e dubladores talentosos, mantendo o dinamismo que conquistou o público. Fica agora com a equipe criativa a missão de transformar potencial em grandes momentos quando a nova temporada chegar ao Disney+.

Quer relembrar tudo o que aconteceu no desfecho anterior? Confira nossa análise completa do final de X-Men ’97 e prepare-se para a próxima fase da animação.

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Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.