Três décadas depois da estreia original, Xena: Warrior Princess segue viva no imaginário pop. Com rumores de um retorno para 2026, a série precisaria de um elenco capaz de honrar o legado de Lucy Lawless e companhia, sem perder a vitalidade que conquistou fãs no mundo todo.
Para além da nostalgia, a possível nova versão dependeria de interpretações sólidas, direção segura e roteiros que atualizem temas já presentes nos anos 1990. A seguir, confira como oito atores despontam como apostas certeiras para assumir papéis centrais da produção.
Elenco revisitado: desafios e expectativas
Trazer Xena de volta exigiria roteiristas dispostos a equilibrar mitologia, aventura e humor, marcas registradas da série. Ao mesmo tempo, a direção teria de valorizar cenas de ação mais realistas e diálogos que evidenciem nuances contemporâneas, sobretudo nas discussões sobre poder e identidade.
Com esse panorama, cada escolha de ator ganha peso duplo: sustentar fisicamente as batalhas e, ao mesmo tempo, revelar camadas emocionais que conversem com o público atual.
Katy O’Brian como Xena
Katy O’Brian ganhou atenção em The Mandalorian e reforçou seu potencial de protagonista em Ant-Man and the Wasp: Quantumania. Seu desempenho em Love Lies Bleeding mostrou que a atriz alia força física a vulnerabilidade, combinação essencial para encarnar a Princesa Guerreiro.
O roteiro precisaria aproveitar o histórico de O’Brian em artes marciais, permitindo coreografias de combate mais cruas que as dos anos 1990. Dirigida por uma equipe que saiba extrair sutilezas dramáticas, a atriz teria espaço para exibir a humanidade de Xena sem perder o ímpeto explosivo que o papel demanda.
Além da ação, a personagem carrega trauma e redenção; focar nesses arcos dá à intérprete a chance de conectar antigas tramas a debates atuais sobre culpa e reparação, ampliando o alcance emocional da heroína.
Amber Midthunder como Gabrielle
Em Prey, Amber Midthunder provou domínio de cenas intensas e desenvolvimento de personagem. O desafio em Xena seria repetir essa trajetória: iniciar como contadora de histórias sonhadora e evoluir até guerreira estrategista.
Para os roteiristas, Gabrielle oferece contraponto fundamental à protagonista. A direção, por sua vez, teria de destacar a dinâmica entre as duas, criando espaço para diálogos que equilibrem leveza e dor. Midthunder, acostumada a alternar humor e tensão em Legion, demonstra ser versátil o bastante para ancorar essa transição.
A cada temporada, sua jornada precisaria refletir conquistas e perdas palpáveis, garantindo que o público acompanhe não só as lutas externas, mas também o crescimento interno de uma das personagens mais queridas da franquia.
Grant Gustin como Joxer
Conhecido por The Flash, Grant Gustin domina o timing cômico sem comprometer a emotividade. Joxer exige exatamente essa linha tênue: piadas oportunas que não diluam a coragem sincera do personagem.
Com uma abordagem de direção que valorize humor físico e expressões sutis, Gustin poderia tornar Joxer mais tridimensional. O roteiro teria de oferecer momentos onde o alívio cômico cede espaço a atos heroicos, reforçando a conexão com Xena e Gabrielle.
Essa dualidade fortalece a ideia de que, mesmo entre deuses e guerreiros lendários, há lugar para o humano comum que descobre bravura em situações extremas.
Matthew Daddario como Ares
Ares precisa emanar charme e ameaça. Matthew Daddario já mostrou, em Shadowhunters, habilidade para interpretar figuras contidas, porém carregadas de conflito interno, combinação perfeita para o Deus da Guerra.
O roteiro deve explorar a relação ambígua de Ares com Xena: fascínio, rivalidade e uma tensão quase romântica. Com direção que privilegie close-ups e diálogos afiados, Daddario poderia transmitir intenção apenas com o olhar, ampliando a densidade do vilão.
Fisicamente, o ator se encaixa em cenas de batalhas coreografadas. Contudo, o maior trunfo seria evidenciar as contradições do personagem — entre a divindade viciada em conflito e o ser que carrega um afeto tortuoso pela protagonista.
Imagem: Internet
Jessica Henwick como Callisto
Jessica Henwick já mostrou domínio de coreografia em Iron Fist e The Matrix Resurrections. Callisto, porém, demanda mais que técnica: é vilã trágica, consumida por vingança contra Xena.
Para a sala de roteiristas, aprofundar a origem do ódio de Callisto seria caminho natural, permitindo que Henwick revele momentos de dor e humanidade. A direção, ao explorar flashbacks e planos próximos, garantiria impacto emocional sem amenizar sua ferocidade.
Dessa forma, o público compreenderia — ainda que não desculpasse — a fúria da antagonista, reforçando o peso dramático de cada confronto entre as guerreiras.
Nicola Coughlan como Aphrodite
Humor e empatia definem Aphrodite, deusa que transita entre a leveza cômica e conselhos surpreendentemente sábios. Nicola Coughlan, destaque em Derry Girls e Bridgerton, entrega ambos os registros com naturalidade.
Nos roteiros, a personagem pode servir como válvula de escape satírica e, simultaneamente, voz de consciência emocional. A direção precisaria integrar aparições da deusa ao enredo central sem quebrar o ritmo, algo que Coughlan facilitaria com timing impecável.
Ao equilibrar irreverência e compaixão, a atriz ajudaria a modernizar a figura mitológica, garantindo que, em meio a batalhas e tragédias, o amor continue a mover as tramas.
Manny Jacinto como Autolycus
Autolycus, autoproclamado Rei dos Ladrões, mistura carisma e oportunismo. Manny Jacinto, lembrado por The Good Place, provou saber dosar inocência aparente e malícia cativante — perfil ideal para o contrabandista.
Para os roteiristas, o personagem funciona como fofoqueiro útil e catalisador de enredos paralelos. A direção teria de enfatizar perseguições engenhosas e diálogos cheios de truques, campo onde Jacinto brilha.
Entre trapalhadas e golpes, a simpatia do ator manteria o público torcendo pelo ladrão, mesmo quando ele interfere nos planos heroicos de Xena ou provoca os deuses.
Richard Madden como Júlio César
Figura histórica crucial no passado sombrio de Xena, Júlio César requer presença dominante. Richard Madden, que viveu líderes astutos em Game of Thrones, transmite ambição sem sacrificar complexidade.
O roteiro deveria realçar a política imperial de César, contrapondo-a ao idealismo da protagonista. Com uma direção que explore jogos de poder em cenários grandiosos, Madden poderia evidenciar o cálculo frio do general romano.
Essa interpretação consolidaria o elo entre drama pessoal e épico histórico, lembrando que as batalhas de Xena muitas vezes se desenrolam tanto nos campos de guerra quanto nos salões de estratégia.
Com um elenco capaz de equilibrar ação intensa e texturas dramáticas, Xena: Warrior Princess tem tudo para se reconectar a antigos fãs e conquistar novas gerações em 2026.









