Peep toe volta com força: veja como o sapato polêmico deve dominar 2027

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Prepare-se para reencontrar um velho conhecido. A Semana de Moda de Copenhagen antecipou o que, segundo especialistas, deve pautar os pés de muita gente até 2027: o peep toe. O sapato que deixa parte dos dedos de fora voltou a aparecer em produções das principais it-girls presentes no evento.

A passarela mostrou versões variadas, mas as botas abertas dominaram o street style local. O resultado confirma a retomada de uma peça que já foi símbolo da década de 2010 e que, agora, se encaixa na onda de revivals — uma constante nas últimas temporadas.

Por que o peep toe voltou aos holofotes?

Embora pareça novidade, o modelo surgiu ainda no início do século XX, ganhou força entre 1930 e 1940 e ressurgiu em momentos-chave da moda. O último grande pico aconteceu nos anos 2000, quando celebridades combinaram scarpins abertos com vestidos tubinho. Em 2023, o sapato voltou a ganhar espaço e, em 2027, deve atingir o auge novamente graças à fusão entre nostalgia e novas propostas de styling.

4 versões que comprovam a força do peep toe

Nas ruas de Copenhagen e fora delas, diferentes interpretações do recorte frontal já chamam atenção. A seguir, veja como cada proposta apareceu, quais detalhes a tornam interessante e por que você deve ficar de olho.

1. Bota peep toe slouchy

A bota slouchy, conhecida pelo cano molengo, ganhou abertura frontal que deixa um ou dois dedos evidentes. O contraste entre o volume do cano e a leveza da ponta traz frescor a looks de meia-estação. As fashionistas dinamarquesas apostaram na peça com saias midi e trench coats, reforçando o ar casual-chique.

Nos bastidores, o truque de styling preferido foi combinar a bota com meias de calcanhar. A sobreposição cria textura extra e funciona como alternativa para dias mais frios. Além disso, as cores das meias — do neutro ao neon — permitem atualizar rapidamente a proposta do outfit.

Bota slouchy peep toe marrom

Quem procura versatilidade encontra na versão slouchy uma solução híbrida. O cano alto protege, enquanto a abertura frontal garante circulação de ar. A combinação reforça a tendência de modelos multifuncionais, pensados para climas instáveis e agendas cheias.

2. Scarpin clássico repaginado

No radar das minimalistas, o scarpin peep toe permanece fiel ao shape original, mas ganha materiais atualizados. Couros macios, camurças coloridas e até vinil transparente apareceram em Copenhagen. O recorte frontal menor, quase pontual, torna a peça mais discreta que outras versões.

Essa releitura conversa bem com códigos formais e, por isso, já foi vista em ambientes corporativos. A abertura reduzida garante conforto sem comprometer a seriedade. Para quem busca um toque fashion, saltos geométricos e acabamentos metalizados aparecem como principais apostas.

Scarpin peep toe nude

Outra vantagem é a herança atemporal do scarpin. Quem guardou pares antigos pode atualizá-los com meias diferenciadas, repetindo o truque que dominou as ruas da capital dinamarquesa.

3. Kitten heel da Havaianas

A Havaianas levou ao evento uma proposta nada óbvia: sandália de salto baixo, o famoso kitten heel, com design que cobre o dedão e deixa os outros quatro livres. O resultado é um híbrido entre chinelo e sapato fechado, reforçando a essência casual da marca e, ao mesmo tempo, flertando com o universo fashionista.

O modelo foi visto em produções color blocking e em looks monocromáticos, sempre valorizando a estética divertida. Por ter salto pequeno, oferece conforto para longas caminhadas, enquanto o formato peep toe mantém a vibe veranil.

Kitten heel Havaianas colorido

A ousadia da marca brasileira sinaliza que empresas fora do eixo luxo também apostam na tendência. Além de popularizar o formato, a sandália deve impulsionar versões acessíveis, democratizando ainda mais o retorno do peep toe.

4. Sapato jelly da Chloé

Outro item que confirmou a volta do recorte foi o sapato jelly da Chloé, listado entre os mais desejados no relatório semestral da Lyst. Feito de material transparente maleável, o modelo mistura nostalgia dos anos 90 com o revival 2000’s, adicionando a abertura frontal como cereja do bolo.

O formato translúcido cria efeito de segunda pele, o que valoriza ainda mais o destaque nos dedos. Por ser resistente à água, o jelly se torna opção prática para festivais ao ar livre, reforçando a busca atual por produtos que unam design e funcionalidade.

Sapato jelly Chloé transparente

Analistas de mercado enxergam no item um potencial de vendas global. A assinatura Chloé imprime desejo imediato, ao passo que o material leve atrai consumidores de climas quentes. Assim, a tendência ganha tração fora dos grandes polos de moda.

Styling polêmico: meias, polainas e perneiras em destaque

Se o peep toe já chama atenção sozinho, a combinação com meias e polainas elevou o debate em Copenhagen. O efeito, que deixa a ponta dos dedos exposta, surgiu como alternativa para adaptar o calçado aos dias frios do norte europeu. Resultado: multiplicação de cliques nas redes e inúmeras discussões sobre estética versus praticidade.

Vale lembrar que o truque não é inédito. No início dos anos 2010, celebridades combinaram sandálias peep toe com meias rendadas ou coloridas, criando looks ousados no tapete vermelho. Agora, a estratégia volta com roupagem mais esportiva, incorporando texturas grossas e tons sóbrios.

Como usar a tendência fora das passarelas

Fora do circuito de moda, o modelo reapareceu em ruas de grandes capitais. Quem prefere um toque clássico recorre a scarpins neutros, enquanto perfis mais criativos investem em botas abertas ou sandálias jelly. Independentemente do formato, três regras guiam os especialistas:

1) ajustar o tamanho correto para evitar que os dedos escorreguem, 2) escolher meias apropriadas caso opte pelo styling em camadas e 3) equilibrar a silhueta com peças sóbrias, garantindo foco total ao calçado.

Com essas diretrizes, a tendência tende a agradar tanto quem prioriza conforto quanto quem busca impacto visual. Tudo indica, portanto, que veremos o peep toe invadir vitrines, feeds e ruas até, no mínimo, 2027.

Para acompanhar outras tendências que voltaram do passado, confira também o guia completo sobre moda anos 2000 e entenda como reciclar peças guardadas no armário.

Agora que você está por dentro da retomada, resta decidir: vai tirar seu par antigo do armário ou apostar em uma das novas versões? Seja qual for a escolha, prepare os dedinhos — eles serão a estrela dos próximos anos.

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