Rick and Morty: veja o ranking definitivo das 9 temporadas da série

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Após o encerramento da nona temporada, Rick and Morty acumula quase uma década de aventuras multiversais e sarcasmo existencial. Com mudanças no elenco de voz e uma sala de roteiristas que alterna ousadia e tropeços, a série consolidou-se como referência em animação adulta.

A seguir, avaliamos cada ano da produção, destacando a performance das vozes principais, a coesão de roteiro e a mão firme (ou não) da direção em episódios-chave. O resultado é um ranking que vai do ponto mais fraco até o auge absoluto da saga interdimensional.

Todos os anos de Rick and Morty, do pior ao melhor

Cada temporada traz um conjunto de riscos criativos: algumas repetem fórmulas e desgastam piadas internas, outras reinventam a dinâmica familiar e entregam reflexões surpreendentes. Nossa lista considera ritmo, originalidade e, principalmente, como os atores de voz imprimem nuance aos personagens a cada fase.

9º lugar – Temporada 4

O quarto ano começou bem com a trama à la Akira de “Edge of Tomorty: Rick Die Rickpeat”, mas rapidamente perdeu fôlego. As vozes de Rick e Morty mantiveram o cinismo característico, porém não salvaram roteiros excessivamente autoconscientes, como “Never Ricking Morty”.

A direção parecia apostar em metalinguagem sem freio, o que resultou em episódios desiguais. Mesmo “The Vat of Acid Episode”, aclamado por seu final devastador, evidencia como uma boa atuação vocal não compensa ideias dispersas.

Quando “Star Mort Rickturn of the Jerri” encerrou a temporada com uma paródia morna de Star Wars, ficou claro que o quarto ano careceu de foco, tanto na escrita quanto na condução visual.

8º lugar – Temporada 7

Considerada uma montanha-russa criativa, a sétima temporada alternou obras-primas e tropeços. As três primeiras histórias reciclam clichês de sitcom, colocando o elenco de voz em situações pouco inspiradas.

O episódio do “espaguete sombrio” devolve fôlego, permitindo que a dublagem explore tons mais sórdidos. Em contrapartida, “Rise of the Numbericons: The Movie” alonga uma piada de pós-créditos até a exaustão, subaproveitando o time criativo.

Direção e roteiro caminham em zigue-zague, e, apesar de grandes momentos como “Unmortricken”, a inconsistência pesa na classificação final.

7º lugar – Temporada 5

Depois do quarto ano, a série encontrou um equilíbrio irregular. A temporada 5 traz episódios medianos, como “Amortycan Grickfitti”, que repete a já batida amizade forçada entre Rick e Jerry.

O ponto mais baixo, “Rickdependence Spray”, desafia o talento do elenco ao lidar com humor grotesco envolvendo esperma gigante e um bebê incestuoso — prova de que nem sempre a ousadia do roteiro encontra eco positivo.

A salvação chega no final em duas partes, no qual a separação e a reunião relutante dos protagonistas oferecem terreno para interpretações vocais mais emotivas, redefinindo momentaneamente a química da dupla.

6º lugar – Temporada 8

O oitavo ano não apresenta episódios ruins, mas também carece de um clássico instantâneo. A regularidade coloca em evidência como a direção mantém ritmo sólido sem alcançar picos memoráveis.

“The Last Temptation of Jerry” é exemplo de bom humor ácido, enquanto “Nomortland” aprofunda o personagem Jerry, dando ao dublador material inédito para explorar vulnerabilidade.

Mesmo com sátiras competentes sobre IA e desigualdade social, falta à temporada um momento “Pickle Rick” para ficar na história.

5º lugar – Temporada 6

A primeira metade deste ciclo entrega um dos runs mais coesos da série. “Solaricks” redefine o tabuleiro emocional, permitindo que os atores expressem luto e culpa com sutileza rara.

O roteiro refina referências — a paródia de Die Hard estrelada por Summer é dirigida com precisão cômica, enquanto o romance “San Junipero” entre duas Beths exige entonações distintas em cenas intimistas.

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Imagem: Internet

Na segunda metade, a incursão além da quarta parede esbarra em moralismo, mas o clímax com o “Rick robô” compensa, demonstrando controle autoral sobre reviravoltas.

4º lugar – Temporada 9

Os novos dubladores, estreantes no ano anterior, finalmente mostram segurança. Episódios como “Ricks Days, Seven Nights” e “Rickuiem Mort a Dream” confirmam que o timing cômico permanece afiado.

“Mortgully: The Last Rickforest” reforça essa sintonia, enquanto a estreia “There’s Something About Morty” alinha roteiro e direção em narrativa enxuta, recuperando o frescor dos velhos tempos.

O conjunto prova que a série ainda possui fôlego e indica horizonte positivo para próximas aventuras.

3º lugar – Temporada 1

O ano inaugural carrega a energia crua de quem ainda experimenta limites. “Anatomy Park” e “Meeseeks and Destroy” revelam como as vozes estabelecem personalidade logo de saída.

Com a apresentação dos múltiplos Ricks em “Close Rick-counters of the Rick Kind” e o humor improvisado de “Rixty Minutes”, os roteiristas testam formatos enquanto a direção molda o estilo frenético que viraria marca registrada.

A ousadia de encerrar “Rick Potion No. 9” com a troca definitiva de realidade assina o compromisso da série com consequências narrativas.

2º lugar – Temporada 3

A responsabilidade de responder ao gancho da temporada 2 rendeu um episódio de estreia eletrizante. A narrativa enxuta permite que os dubladores explorem nuances de raiva e redenção.

O auge fica em “Pickle Rick”, onde a atuação transforma um conceito absurdo em estudo de caráter. Já “The Ricklantis Mixup” exige interpretação variada, ao retratar versões múltiplas dos protagonistas, exibindo versatilidade vocal ímpar.

Embora “The Rickchurian Mortydate” feche o ano com sátira política menos afiada, o conjunto de roteiros permanece exemplar em ritmo e inventividade.

1º lugar – Temporada 2

Cada episódio da segunda temporada é lembrado como acerto total. “A Rickle in Time” combina física quântica e existencialismo, exigindo sincronia absoluta entre elenco e direção.

“Total Rickall” expande o repertório dos dubladores, que dão vida a dezenas de personagens em ritmo frenético, enquanto o roteiro brinca com memória e identidade.

O clímax em “The Wedding Squanchers” coloca Rick diante de sacrifício pessoal, oferecendo carga dramática rara em animação adulta. Resultado: uma temporada sem pontos fracos, referência máxima de padrão criativo.

Com esse panorama, Rick and Morty confirma sua capacidade de alternar gêneros, desafiar convenções e, sobretudo, extrair do elenco de voz atuações que sustentam o caos narrativo. Resta aguardar se as próximas viagens interdimensionais igualarão – ou superarão – o patamar fixado por sua fase de ouro.

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Sou redator especializado em conteúdo de beleza, moda e crochê. Produzo conteúdos desde 2021, tendo experiência como colunista em sites de referência.