Aprenda 5 sousplats de crochê que ficam prontos antes da segunda-feira chegar

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O sousplat de crochê caiu no gosto de quem curte mesa posta porque alia rapidez na execução e resultado vistoso. Com poucos pontos e um bom barbante, dá para fechar um jogo inteiro entre sábado e domingo sem estresse.

As cinco receitas a seguir usam materiais acessíveis, ensinam aumentos básicos e colocam o iniciante em contato com técnicas de acabamento que evitam peças tortas ou frouxas. Cada modelo leva, em média, até duas horas de trabalho e pode ser adaptado em cor ou diâmetro.

Receitas rápidas para mesa posta

A lista foi organizada em ordem de dificuldade crescente. Todos os projetos partem de um anel mágico, seguem em círculos regulares e fecham com arremate simples, tornando-se boa porta de entrada para quem quer dominar o formato redondo do crochê.

1. Modelo básico liso

Primeiro passo para quem nunca trabalhou em círculo, o modelo liso ensina a regular a tensão logo de saída. Começa com seis correntinhas unidas em anel, seguidas por doze pontos altos na volta inicial. O foco é manter o disco plano: se a peça começar a embabadar, o excesso de aumento deve ser desfeito antes de avançar.

Como todo ponto se repete, o crocheteiro consegue perceber rapidamente se errou a contagem. Além disso, a base lisa serve de teste para fios de texturas diferentes, como barbante n.º 6 ou algodão mercerizado, sem alterar o esquema de carreiras.

Em média, o sousplat chega a 35 cm depois de sete ou oito carreiras, finalizando com ponto baixíssimo e sobra de fio de 10 cm para o arremate seguro.

2. Aumento tradicional firme

Na sequência, entra o aumento dois-em-um: cada ponto da carreira anterior recebe dois pontos altos, dobrando a quantidade total. Na volta seguinte, alterna-se um ponto alto e um aumento duplo. O resultado é uma base mais estruturada, ideal para quem sente a peça repuxar.

O desafio aqui é não perder o ritmo. Um marcador de pontos ajuda a identificar o início de cada carreira e evita contar tudo de novo quando surge dúvida. Quem prefere anotar ainda pode registrar o número de pontos no celular para checar durante o trabalho.

Com tensão regular, esse modelo exige um pouco mais de atenção, mas entrega um disco rígido que sustenta pratos de jantar pesados sem deformar.

3. Borda de reforço

Depois de quatro voltas de aumentos padronizados, entra a carreira de ponto baixo para travar a estrutura. A mudança de ponto reduz a folga entre as laçadas e impede que a peça ceda depois de lavagens.

O acabamento firme também facilita o bloqueio: basta um leve vapor de ferro para assentar o crochê. Por ser uma etapa rápida — cerca de dez minutos —, muita gente repete a carreira de reforço em todos os modelos do jogo.

Outro ganho é estético. A transição de texturas cria um contorno discreto que destaca o centro liso sem exigir pontos decorativos.

4. Modelo com leques decorativos

Com a base pronta, o trabalho ganha volume visual na borda. O leque segue a fórmula de 1 ponto baixo, 2 correntinhas e 3 pontos altos no mesmo espaço, pulando dois pontos de base. A repetição forma semi-círculos que lembram renda, elevando o nível de detalhe sem complicar o gráfico.

Para não errar o encaixe dos leques, vale abrir a peça sobre a mesa a cada volta. Se a curva engolir pontos, o disco pode embabadar; se faltar ponto, ele repuxa. Ajustar ainda nesse estágio poupa tempo precioso, principalmente quando se pretende produzir várias unidades em série.

Esse acabamento ornamental costuma ser o queridinho em jogos de presente, já que valoriza pratos simples e agrega charme instantâneo à mesa.

5. Versão bicolor

A opção em duas cores acrescenta contraste sem multiplicar carreiras. As três primeiras voltas são trabalhadas em tom claro; no fechamento da terceira, o fio é trocado por cor escura e a execução prossegue normalmente. A troca deve ficar invisível no verso, feita com auxílio de agulha de tapeçaria.

Além do efeito visual, a combinação ajuda a destacar possíveis falhas de tensão, pois pontos desalinhados aparecem mais quando as cores mudam. É uma boa prática para quem deseja aprimorar o acabamento antes de partir para projetos maiores, como jogos americanos.

Ao final, o arremate segue o protocolo: ponto baixíssimo, corte de fio e passagem da sobra entre as laçadas internas para garantir que nada se solte durante o uso ou a lavagem.

Dúvidas frequentes na bancada

O problema mais reportado por iniciantes é a ondulação. Se a peça embabadar, houve aumento em excesso; se repuxar, faltou aumentar. A solução costuma ser desmanchar a última carreira e refazer imediatamente.

Outra questão recorrente é o centro frouxo. Apertar bem o anel inicial e revisar a tensão até a terceira volta previnem buracos e deixam o sousplat mais estável.

Por fim, a escolha de fio influencia diretamente o resultado. Barbante n.º 6 dá estrutura, mas quem busca brilho pode apostar em algodão mercerizado, lembrando que a agulha deve acompanhar a espessura para manter o ponto fechado.

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