Star Trek chegou aos 60 anos em 2026 provando que ainda sabe se reinventar. Nos últimos vinte anos, filmes, animações e novas séries televisivas apresentaram rostos inéditos que mudaram a dinâmica da franquia.
- Novas vozes que refrescaram a Frota Estelar
- 10. Dal R’El – Star Trek: Prodigy
- 9. Jett Reno – Star Trek: Discovery
- 8. Shran – Star Trek: Enterprise
- 7. Series Acclimation Mil “Sam” – Star Trek: Starfleet Academy
- 6. Raffi Musiker – Star Trek: Picard
- 5. T’Pol – Star Trek: Enterprise
- 4. Michael Burnham – Star Trek: Discovery
- 3. Trip Tucker – Star Trek: Enterprise
- 2. Beckett Mariner – Star Trek: Lower Decks
- 1. Capitão Jonathan Archer – Star Trek: Enterprise
Do reboot cinematográfico de J.J. Abrams ao retorno triunfal à TV com Discovery, essas produções também revelaram interpretações marcantes, roteiros ambiciosos e diretores dispostos a atualizar o legado criado por Gene Roddenberry. A seguir, relembramos os dez personagens estreantes mais emblemáticos desse período.
Novas vozes que refrescaram a Frota Estelar
A lista considera apenas figuras introduzidas a partir de 2000 e leva em conta a força do arco dramático, o impacto na mitologia e, claro, as performances dos intérpretes. Confira o ranking.
10. Dal R’El – Star Trek: Prodigy
A animação infantil lançada em 2021 colocou Brett Gray no centro da ação como Dal, híbrido geneticamente criado a partir de DNA humano e de outras 26 espécies. A proposta dos criadores Kevin e Dan Hageman, sob supervisão do diretor Ben Hibon, deu ao ator a chance de equilibrar rebeldia adolescente e senso de descoberta.
Gray imprime leveza e vulnerabilidade, duas qualidades essenciais para atrair o público jovem. A busca de Dal por sua origem funciona como motor narrativo e serve de porta de entrada para dilemas clássicos de Star Trek sobre identidade e pertencimento.
Mesmo em apenas uma temporada, a série conseguiu amarrar o personagem à própria mitologia da Federação, provando que Prodigy ampliou o universo sem trair seus princípios.
9. Jett Reno – Star Trek: Discovery
Tig Notaro estreou na segunda temporada dirigida por Olatunde Osunsanmi com um humor seco que rapidamente se tornou assinatura da engenheira. A atriz, vinda do stand-up, transformou ironia em escudo emocional para uma personagem traumatizada pela guerra.
Os roteiristas Gretchen J. Berg e Aaron Harberts acertaram ao opor Reno ao cientista Paul Stamets: enquanto ele opera pela lógica, ela prefere a experiência prática. Esse contraste rende diálogos afiados e momentos de respiro cômico em meio ao tom épico de Discovery.
Nas temporadas seguintes, a escolha de integrar Reno ao corpo docente da Academia reforçou a ideia de que o sarcasmo não exclui a competência — ponto alto da caracterização.
8. Shran – Star Trek: Enterprise
Jeffrey Combs, veterano da franquia, devolveu protagonismo aos andorianos em 2001 com a direção de David Livingston. Seu Shran mistura desconfiança e honra militar, características que fizeram da espécie algo além de curiosidade de fundo de cena.
Combs sustenta a maquiagem azulada com atuação física precisa, reforçando a agressividade controlada do personagem. A relação de respeito gradual entre Shran e o capitão Archer fornece tensão política que antecipa a fundação da Federação.
O arco, espalhado por quatro temporadas, permitiu que o público testemunhasse a evolução de um antagonista calculista para um aliado relutante, efeito direto da entrega do ator.
7. Series Acclimation Mil “Sam” – Star Trek: Starfleet Academy
Ainda inédita no Brasil, a recente produção comandada por Alex Kurtzman apresentou Sam, ser fotônico de Kasq designado para estudar orgânicos. Com atuação de Iman Vellani, a personagem traz o olhar de quem literalmente aprende a viver em um corpo sólido.
Os roteiros de Gaia Violo acertam ao usar Sam como espelho para comentar a experiência humana, seguindo a tradição de Spock e Data. Cada descoberta — do sabor de uma bebida à angústia de um luto — vira pequeno ensaio sobre sensações.
A postura entusiasmada de Vellani garante carisma imediato, fazendo de Sam peça-chave para aproximar novatos da longa cronologia da franquia.
6. Raffi Musiker – Star Trek: Picard
Michelle Hurd entrou em 2020 no comando do diretor Hanelle Culpepper mostrando vulnerabilidade rara em personagens da Frota. Ex-analista em recuperação de dependência química, Raffi oferece nuance adulta à série.
A química entre Hurd e Patrick Stewart traduz o peso de um passado compartilhado, efeito potencializado pelos roteiros de Kirsten Beyer, que não romantizam recaídas nem traumas. O retorno de Raffi à Inteligência estelar expande a discussão sobre segundas chances.
Hurd dosa dureza e afeto com naturalidade, consolidando Raffi como uma das criações mais humanas e críveis da era moderna.
Imagem: Internet
5. T’Pol – Star Trek: Enterprise
Jolene Blalock assumiu a missão de repaginar os vulcanos em 2001 sob a direção de James A. Contner. Longe da frieza absoluta de Spock, T’Pol começa com postura arrogante, mas a atriz vai gradualmente revelando dúvidas internas.
A interação com Trip Tucker serve de fio condutor para explorar preconceitos mútuos entre humanos e vulcanos. Roteiros de Mike Sussman sublinham a dificuldade de aderir à lógica pura quando emoções emergem, enriquecendo a mitologia.
A performance contida de Blalock evita caricatura, resultando em figura essencial para compreender a diplomacia pré-Federação.
4. Michael Burnham – Star Trek: Discovery
Sonequa Martin-Green assumiu, em 2017, o protagonismo inédito para uma oficial que não era capitã no piloto. Sob a batuta de diretores como Akiva Goldsman, a atriz entrega trajetória completa: de oficial promissora a comandante plena.
Martin-Green equilibra autoridade e empatia, fator decisivo para que o público acompanhe o peso de erros — inclusive o motim que desencadeia a guerra Klingon. Roteiristas como Michelle Paradise constroem arco de redenção que culmina na quinta temporada.
A energia intensa da atriz ajuda Discovery a sustentar ritmo cinematográfico, reforçando o tom emocional que diferencia a série de suas predecessoras.
3. Trip Tucker – Star Trek: Enterprise
Connor Trinneer trouxe charme sulista ao engenheiro-chefe do NX-01, personagem que cresceu com as decisões ousadas dos showrunners Rick Berman e Brannon Braga. Trip começa impulsivo, mas amadurece diante de conflitos como a Guerra Xindi.
Trinneer injeta humanidade ao mostrar senso de humor e compaixão, qualidades que transformam o laboratório em palco dramático. A trágica morte no episódio final, dirigida por Allan Kroeker, foi contestada justamente porque o público havia se afeiçoado ao personagem.
Mesmo assim, o legado de Trip permanece como exemplo do espírito explorador dos primeiros humanos no espaço profundo.
2. Beckett Mariner – Star Trek: Lower Decks
Tawny Newsome, sob direção de Barry J. Kelly, injeta ritmo de sitcom na franquia em 2020. A irreverência de Mariner quebra protocolos e questiona burocracias, aproximando-se do público que nem sempre se vê nos oficiais exemplares.
Os roteiros de Mike McMahan revelam múltiplas camadas: atrás do sarcasmo existe oficial altamente competente, marcada por decepções com hierarquias — principalmente a capitã Freeman, sua mãe. Essa complexidade garante empatia.
Newsome domina timing cômico sem perder dramaticidade, tornando Mariner uma das personagens mais autênticas de todo o cânone.
1. Capitão Jonathan Archer – Star Trek: Enterprise
Scott Bakula, dirigido por Allan Kroeker no piloto de 2001, assumiu a responsabilidade de personificar o primeiro grande capitão humano. A atuação mistura idealismo e falhas, refletindo bem a fase ainda imatura da Frota.
Os roteiristas Manny Coto e Mike Sussman não pouparam Archer de decisões moralmente cinzentas, como roubar tecnologia Illyriana para salvar a Terra. Bakula exibe domínio de cena ao demonstrar peso moral dessas escolhas.
O personagem se torna peça-chave para eventos que levam à fundação da Federação, justificando o posto de melhor adição pós-2000 graças à combinação de escrita sólida e presença carismática do ator.











