Do início de 2020 até hoje, produções sul-coreanas têm entregado romances que conquistaram não apenas o público local, mas também plateias internacionais. Entre dramas jurídicos, fantasias e comédias leves, alguns pares se destacaram a ponto de virarem referência dentro do gênero.
- Amores que marcaram a telinha
- Na Hee-do & Baek Yi-jin – Twenty-Five Twenty-One (2022)
- Yeo Mi-ran & Nam Kang-ho – Love to Hate You (2023)
- Yoon Chung-ah & Ha Yi-chan – Twinkling Watermelon (2023)
- Lim Ju-kyung & Lee Su-ho – True Beauty (2020)
- Yoon Hye-jin & Hong Du-sik – Hometown Cha-Cha-Cha (2021)
- Woo Young-woo & Lee Jun-ho – Extraordinary Attorney Woo (2022)
- Jin Young-seo & Cha Sung-hoon – Business Proposal (2022)
- Oh Ae-sun & Yang Gwan-sik – When Life Gives You Tangerines (2025)
- Tak Dong-kyung & Myulmang – Doom at Your Service (2021)
- Im Sol & Ryu Sun-jae – Lovely Runner (2024)
A seleção abaixo reúne dez casais que cristalizaram a química em cena, sustentados por roteiros bem amarrados e direção cuidadosa. Confira como cada parceria foi construída e por que esses personagens entraram para a galeria dos grandes romances televisivos da década.
Amores que marcaram a telinha
Da melancolia agridoce de reencontros impossíveis à leveza de relacionamentos que nascem da rivalidade, cada título demonstra abordagens distintas do amor. Sob a batuta de cineastas experientes e autores habilidosos, essas histórias combinaram atuações afinadas, trilhas emocionantes e enquadramentos que potencializam cada momento de carinho ou tensão.
Na Hee-do & Baek Yi-jin – Twenty-Five Twenty-One (2022)
Kim Tae-ri entrega uma Na Hee-do energética e vulnerável, enquanto Nam Joo-hyuk compõe Baek Yi-jin com melancolia contida. O diretor Jung Ji-hyun utiliza planos que alternam presente e passado para reforçar a nostalgia do roteiro de Kwon Do-eun, centrado em escolhas que afastam o casal.
O recurso de contar a história por meio do diário da protagonista cria camadas dramáticas extras, ressaltando a intensidade breve do romance. Mesmo sem final feliz tradicional, a atuação do duo garante empatia constante.
No desenrolar, a montagem paralela realça como carreira e contexto social colidem com o sentimento dos personagens, transformando o rompimento em peça-chave da narrativa e justificando a lembrança duradoura do par.
Yeo Mi-ran & Nam Kang-ho – Love to Hate You (2023)
Kim Ok-vin domina a tela como a advogada Yeo Mi-ran, contrastando com a fobia social que Teo Yoo imprime em Nam Kang-ho. A diretora Kim Jung-kwon brinca com clichês de inimigos a amantes, mas o roteiro de Choi Soo-young subverte estereótipos ao mostrar evolução mútua.
As cenas de ação cômica, coreografadas com ritmo ágil, reforçam a química. Quando o casal encontra terreno comum, a direção suaviza a fotografia e evidencia a mudança de tom narrativo.
Essa virada confere autenticidade à relação e coloca o título entre os romances mais saudáveis da década, apoiado pela entrega precisa dos atores.
Yoon Chung-ah & Ha Yi-chan – Twinkling Watermelon (2023)
Shin Eun-soo exibe doçura contida na surda Chung-ah, enquanto Choi Hyun-wook traz energia juvenil a Ha Yi-chan. A direção de Son Jong-hyun equilibra drama familiar e fantasia temporal com uso de cores vibrantes que remetem a 1995.
O roteiro de Jin Soo-wan investe em encontros predestinados, colocando o próprio filho do casal como catalisador. Isso amplia a carga emocional e destaca o elo inevitável entre os dois.
Como resultado, o público acompanha a formação de um lar harmonioso, solidificado pela musicalidade presente em todas as sequências centrais.
Lim Ju-kyung & Lee Su-ho – True Beauty (2020)
Moon Ga-young alterna insegurança e carisma ao viver Ju-kyung, enquanto Cha Eun-woo explora introspecção em Su-ho. Sob a direção de Kim Sang-hyub, a série adapta o webtoon de Yaongyi sem perder o tom adolescente.
O roteiro de Lee Si-eun questiona padrões de beleza e destaca aceitação mútua. As performances sutis transformam conflitos escolares em temas universais.
A química sustentada no olhar – e não apenas em gestos grandiosos – garante ao casal lugar cativo entre os romances televisivos mais citados desde 2020.
Yoon Hye-jin & Hong Du-sik – Hometown Cha-Cha-Cha (2021)
Shin Min-a cria uma dentista pragmática e afável, enquanto Kim Seon-ho assume Du-sik com charme sereno. A diretora Yu Je-won aposta em fotografia ensolarada para enfatizar a atmosfera acolhedora do vilarejo.
O texto de Shin Ha-eun distribui conflitos cotidianos aliados a um humor leve, permitindo que o romance se desenvolva de forma orgânica. A química repousa em diálogos críveis e silêncios significativos.
Mesmo sem grandes reviravoltas, a consistência emocional do casal transforma a produção em refúgio confortável, referência de feel-good drama.
Imagem: Internet
Woo Young-woo & Lee Jun-ho – Extraordinary Attorney Woo (2022)
Park Eun-bin entrega atuação minuciosa ao retratar traços de autismo em Young-woo, enquanto Kang Tae-oh equilibra empatia e firmeza como Jun-ho. A direção de Yoo In-shik utiliza enquadramentos suaves para acompanhar a evolução afetiva.
O roteiro de Moon Ji-won evita estereótipos e explora desafios de um relacionamento neurodivergente. A química do casal reforça a mensagem de inclusão.
Esse posicionamento rendeu discussões sobre representatividade e consolidou o drama como estudo sensível de primeiras experiências amorosas.Extraordinary Attorney Woo também impulsionou debates sobre equidade no ambiente de trabalho.
Jin Young-seo & Cha Sung-hoon – Business Proposal (2022)
Seol In-ah imprime espontaneidade a Young-seo, enquanto Kim Min-kyu dosa reserva e paixão em Sung-hoon. A diretora Park Sun-ho intercala cortes rápidos em cenas corporativas com enquadramentos íntimos.
O roteiro de Han Seol-hee e Hong Bo-hee destaca desafios de um amor secundário que ganha força própria. Discussões sobre independência financeira e lealdade familiar complementam o enredo.
Graças à entrega física e emocional nas cenas românticas, o casal conquistou reconhecimento de crítica e público, sobretudo após o beijo icônico que viralizou.
Oh Ae-sun & Yang Gwan-sik – When Life Gives You Tangerines (2025)
IU assume dupla função ao viver Ae-sun e, depois, a filha Geum-myeong; Park Bo-gum acompanha como Gwan-sik, transmitindo crescimento ao longo das décadas. A direção de Kim Won-seok opta por narrativa épica dividida em fases.
O roteiro de Lee Sook-yeon constrói arco de vida inteira, permitindo ao público presenciar amadurecimento do casal frente a mudanças sociais. Cada época recebe paleta de cores distinta, reforçando passagem do tempo.
Essa longevidade dramática eleva a história a patamar de saga romântica, celebrada pela crítica como clássico instantâneo de 2025.
Tak Dong-kyung & Myulmang – Doom at Your Service (2021)
Park Bo-young associa vulnerabilidade e coragem em Dong-kyung, enquanto Seo In-guk encarna entidade apática que descobre humanidade. A diretora Kwon Young-il investe em contraste entre luz natural e tons sombrios.
Com texto de Im Me-ari, a trama mistura fantasia e tragédia para debater finitude. A química intensa conduz a transformação mútua dos personagens.
O amor que altera destino e metaforicamente salva o mundo assegura ao drama posição singular na década, atraindo também fãs fora do círculo de romantasy.Doom at Your Service segue apontado como porta de entrada ao subgênero.
Im Sol & Ryu Sun-jae – Lovely Runner (2024)
Kim Hye-yoon interpreta Im Sol com misto de determinação e ingenuidade, enquanto Byeon Woo-seok imprime dualidade a Sun-jae, dividindo-se entre ídolo famoso e jovem de bairro. A dupla de diretores Yoon Jong-ho e Kim Tae-yeop entrega ritmo dinâmico.
O roteiro de Lee Shi-eun mescla viagem no tempo, mistério e romance, mantendo foco no elo emocional dos protagonistas. Cortes paralelos entre presente e 2008 reforçam urgência da missão de Sol.
A sintonia entre os atores, realçada por close-ups prolongados, fez da série fenômeno global e cravou o casal como referência maior de química nesta década.
Com essas dez histórias, a televisão sul-coreana reafirma a capacidade de reinventar o romance, explorando contextos históricos, debates sociais e até catástrofes sobrenaturais, sem perder a essência que conecta personagens – e espectadores – ao sentimento universal do amor.

